Maconha pode aumentar riscos de doenças cardíacas e AVC

Segundo pesquisa norte-americana, uso pesado e prolongado pode gerar diversos efeitos colaterais

Reuters

13 de maio de 2008 | 14h53

O uso pesado de maconha pode elevar os níveis de uma proteína particular no sangue, possivelmente aumentando o risco de ataques cardíacos ou acidentes vasculares cerebrais (AVCs), disseram pesquisadores do governo norte-americano nesta terça-feira, 13. Dr. Jean Lud Cadet, do Instituto Nacional de Abuso de Drogas, parte dos Institutos Nacionais de Saúde, disse que os achados apontam para um outros exemplo de danos a longo prazo da maconha. Entretanto, ativistas pró-maconha expressaram dúvidas a respeito dos achados.  Cadet disse que diversas pesquisas anteriores se concentraram nos efeitos da maconha no cérebro. Sua equipe olhou para outras partes do corpo, medindo os níveis protéicos do sangue de 18 usuários pesados de longo prazo da substância, além de outras 24 pessoas que não usam a droga. Os níveis de uma proteína chamada apolipoproteína C-III foram encontrados cerca de 30% mais altos nos usuários de maconha em comparação aos outros. Essa proteína está envolvida no metabolismo de triglicérides - um tipo de gordura encontrada no sangue - e altos níveis dela resultam em altos níveis de triglicérides, acrescentou Cadet. Altos níveis de triglicérides podem contribuir para o endurecimento ou afinamento das artérias, aumentando o risco de problemas cardíacos e AVCs. O estudo não analisou se os usuários pesados da droga tinham, efetivamente, alguma doença cardíaca.  "Uso crônico de maconha não só está 'dando barato', mas está causando efeitos adversos a longo prazo em pacientes que usam excessivamente a droga", disse Cadet, cujo estudo foi publicado no jornal Molecular Psychiatry.  Os usuários de maconha no estudo fumavam uma média de 78 a 350 cigarros de maconha por semana, baseado em informações fornecidas pelos próprios usuários, disseram os pesquisadores.

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