Arquivo/AE
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Madri se transforma na capital do saber com congresso de mentes brilhantes

Cidade espanhola realiza evento que tem como um dos grandes temas os desafios científicos do futuro

Efe,

19 de outubro de 2011 | 18h39

Madri, 19 out (EFE).- O 2º Congresso de Mentes Brilhantes "Ser Criativo" começou nesta quarta-feira, 19, no Palácio dos Esportes de Madri com um convite à "reflexão filosófica" para encontrar "o caminho da iluminação" do saber.

 

Com essas palavras o jornalista e sociólogo espanhol Manuel Campo Vidal deu início ao congresso na primeira sessão do fórum dedicado a "Saúde do futuro", da qual participaram o geneticista Dean Hamer, o especialista em células-tronco neuronais José Manuel García Carrasco e o gerontologista Aubrey de Grey.

 

Estes são três dos 21 pensadores e especialistas que durante três dias analisarão sob o ponto de vista multidisciplinar os desafios da sociedade atual, principalmente nas áreas científica, econômica e tecnológica.

 

"Madri é a cidade do saber durante esses três dias", disse Campo Vidal.

 

Cada palestrante deve apresentar seu trabalho em até de 21 minutos, limite de tempo que mantém a plena atenção do cérebro humano.

 

Em seu discurso nesta quarta, García Carrasco ressaltou o avanço nos últimos anos dos estudos do cérebro, após a descoberta da natureza das células-tronco existentes nesse órgão.

 

O cientista espanhol antecipou uma descoberta que afeta a neurogênese (nascimento dos neurônios) no cérebro de crianças pequenas, nas quais ocorre uma migração em massa de neurônios para outras regiões que potencializam seu funcionamento e, portanto, a capacidade de manter a atividade do pensamento até idades avançadas.

 

O gerontologista Aubrey de Grey também falou sobre o mesmo assunto, embora aplicada ao combate dos danos provocados pelo envelhecimento e doenças.

 

"Estamos perto de poder desenvolver tratamentos que corrijam este tipo de dano - do envelhecimento -", explicou De Grey, que se referiu, assim como Dean Hamer, às possibilidades de bactérias e outras células modificadas geneticamente, "reforçadas", serem usadas para combater determinadas doenças.

 

Hamer citou o caso da Aids como uma das doenças que poderão ser combatidas com estas bactérias ao serem introduzidas, por exemplo, no aparelho genital feminino. 

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