Mãe foge com filho nos EUA para evitar quimioterapia

Depois que adolescente recebeu primeira sessão, pais declaram motivos religiosos para interromper tratamento

Efe ,

20 Maio 2009 | 17h46

As autoridades americanas estão à procura de uma mulher que fugiu com o filho de 13 anos na segunda-feira para evitar que o adolescente, que tem câncer, seja submetido a quimioterapia, informaram nesta quarta-feira, 20, fontes policiais.

 

O juiz John Rodenberg, do condado de Brown, declarou que a mãe, Colleen Hauser, recusou a se apresentar e ordenou que o filho, Daniel, fique sob custódia logo depois que for encontrado e que seja enviado a um hospital para receber o tratamento para o câncer.

 

Depois que Daniel recebeu a primeira sessão de quimioterapia, seus pais declaram motivos religiosos para interromper o tratamento.

 

As autoridades pediram a custódia do menor e o juiz alegou, na semana passada, que os pais de Daniel não cuidavam da saúde do filho.

 

A doença se agravou sem a quimioterapia, de acordo com a declaração dos médicos, em uma audiência judicial realizada ontem, onde o pai de Daniel, Anthony Hauser, disse que não sabe onde sua esposa e filho estão, e que a única coisa que ficou sabendo, por um telefonema, é que os dois sairiam do estado de Minnesota.

 

Os médicos alegaram que Daniel tem de 80% a 90% de chances de sobreviver ao câncer com o tratamento, mas, sem a quimioterapia, morrerá dentro dos próximos cinco anos.

 

"A prioridade do tribunal, neste momento, é localizar Daniel Hauser e que ele receba a assistência de que precisa", disse o juiz Rodenberg.

 

Segundo o magistrado, Daniel, que tem dificuldade de aprendizagem e não sabe ler, não entendeu os riscos e benefícios da quimioterapia e não acredita que esteja doente.

 

Os Hauser são católicos, mas seguem a fé de "não causem danos" da Banda Nemenhah, um grupo religioso com base no Missouri que acredita nos métodos de cura natural da cultura de algumas tribos indígenas americanas.

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