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Mães não cumprem próprios prazos estipulados para amamentação

Segundo estudo, boa parte começa a alimentar o filho de outras formas antes do planejado

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04 de junho de 2012 | 08h32

Dois terços das mães que tiveram seu primeiro filho não atingem suas próprias metas de amamentação nos primeiros meses do bebê, sugere um estudo conduzido pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos. De acordo com o instituto, fatores como a interferência do hospital na amamentação foram críticos para que se chegasse a essa conclusão.

 

"Sabemos que os hospitais desempenham um papel importante. É por um curto período de tempo, mas é um período crítico", disse Cria Perrine, uma das líderes da equipe de pesquisadores.

 

Para descobrir o que os hospitais podem fazer e devem evitar para melhorar estes índices, Cria e seus colegas retomara informações de um estudo que avaliou a amamentação de cerca de 3 mil mulheres entre 2005 e 2007. Todas tinham mais de 18 anos, estavam ao menos no 8º mês de gravidez e deram à luz uma criança de ao menos 2,3 kg. Elas responderam questionários ao longo de um ano, começando quando ainda estavam em período de gestação.

 

Cerca de 60% das mulheres afirmaram que a amamentação seria a única forma de alimentação dos seus filhos por determinado período, que variava de algumas semanas para até sete meses. Destas, cerca de 85% estipularam três meses ou mais.

 

Mas qualquer que fosse o período planejado, apenas 32% delas atingiram seu objetivo. Muitas delas recorreram a outras formas que não fosse a amamentação para alimentar o filho depois de um mês, e cerca de 15% desistiram antes mesmo de deixar o hospital.

 

De acordo com a Academia Americana de Pediatria, o ideal é que os bebês sejam exclusivamente amamentados por seis meses, e a partir de então comecem a ingerir outros tipos de alimento.

 

Perfis

 

Os pesquisadores dizem que certos perfis de mães tendem a desistir de suas metas mais facilmente que outros. Mães fumantes, obesas ou que estipularam os prazos mais longos foram as que registraram maior nível de desistência. Do outro lado, mães casadas ou com parceiros resistiam mais que mais solteiras.

 

Aspectos dos cuidados hospitalares pós-parto também influenciaram nos resultados. Mães que começaram a amamentação dentro de uma hora depois do parto e aquelas cujos filhos não precisaram de medicamentos no hospital têm mais chances de atingir a meta.

 

Para especialistas, o estudo reforça o fato de que os hospitais devem ter cuidados para que a amamentação seja estimulada desde o nascimento do bebê. De acordo com Cria, as pessoas próximas da mãe também devem ajudá-la a manter o foco para que o período planejado de amamentação seja cumprido. 

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