DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO
DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO

Mais da metade das cesarianas no País é agendada, diz IBGE

Segundo Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada nesta sexta-feira pelo Ministério da Saúde, marcações são feitas com antecedência

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

21 Agosto 2015 | 10h00

Atualizado às 21h

RIO - Mais da metade das cesarianas feitas no Brasil é agendada previamente pelos médicos, informa a Pesquisa Nacional de Saúde 2013, feita pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde, e que foi divulgada nesta sexta-feira, 21, no Rio. De todos os nascimentos ocorridos entre 1/1/2012 e 27/7/2013, 54,7% foram via cirurgia; desses, 53,5% foram marcados previamente. São casos em que a gestante não entrou em trabalho de parto, sendo este o indicativo de que o bebê está pronto para vir ao mundo.

A pedagoga Daniela Farinaro Cola Souza, de 35 anos, fez duas cesáreas agendadas. A primeira foi há seis anos, quando nasceu Geovanna. A mais recente, há um mês, foi para o nascimento de Heitor.

"Tive duas cesáreas agendadas. A segunda tinha de fazer mais, porque eu fiz a laqueadura, mas sempre tive vontade de fazer cesárea, porque morro de medo do parto normal."

Daniela diz que acredita que as mulheres optam pela cesariana agendada para poder organizar melhor o parto. "É uma questão de organização, de avisar os familiares, poder preparar a mala e deixar o quarto do bebê pronto. Mesmo sabendo que, quando o bebê pede para nascer, não tem como agendar."

A PNS traz também informações importantes sobre os exames da saúde da mulher: 40% das brasileiras entre 50 e 69 anos não se submeteram a uma mamografia nos dois anos anteriores à pesquisa. A mamografia é recomendada nessa faixa etária com essa periodicidade para a detecção precoce do câncer de mama. 

E 16,9% das mulheres entre 25 e 64 anos nunca fizeram papanicolau na vida. O exame deve ser realizado anualmente, para prevenção de doenças como o HPV e o câncer do colo do útero, além de infecções bacterianas. É um dos procedimentos mais básicos da saúde da mulher, ao qual se submetem desde as meninas que começam a se consultar com um ginecologista até as idosas. Em relação à saúde reprodutiva, 61,1% das mulheres sexualmente ativas entre 18 e 49 anos relataram aos técnicos que usam métodos contraceptivos. /COLABOROU PAULA FELIX

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