Mais da metade dos portadores de HIV no Brasil não trabalha

Pesquisa revela que 20% dos pacientes ouvidos perderam o emprego após o diagnóstico da doença

Agência Brasil,

01 Dezembro 2009 | 11h31

Pesquisa divulgada nesta terça-feira, 1, pelo Ministério da Saúde indica que 58% das pessoas que vivem com aids no Brasil não trabalham. Entre as mulheres, o índice chega a 62% e entre os homens, a 55%. Dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável pelo estudo, também revelam que mais de 20% dos 1.260 pacientes ouvidos perderam o emprego após o diagnóstico da doença.

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Os homens citaram a aposentadoria por doença (31,3%), a incapacidade para o trabalho (14,7%) e o recebimento de auxílio-doença (24,6%) como os principais motivos para não estarem trabalhando.

 

No grupo das mulheres soropositivas, 28% são donas de casa, 15,4% foram aposentadas por causa da aids, 11% relataram incapacidade para o trabalho e 15,4% recebem auxílio-doença.

 

Os pesquisadores analisaram ainda os principais fatores associados à autoavaliação do estado de saúde dos pacientes como excelente ou boa. Fatores sociais como escolaridade e renda tiveram impacto positivo.

 

De acordo com o estudo, soropositivos com pelo menos o ensino fundamental completo têm 70% mais chances de fazer uma boa avaliação de sua saúde do que aqueles com ensino fundamental incompleto. Quem pertence às classes sociais A e B apresentam duas vezes mais chances de ter boa avaliação do que os das classes D ou E.

 

Já o fato de estar aposentado por causa da aids, incapacitado para o trabalho ou receber auxílio-doença diminui em 55% as chances de uma boa autoavaliação do estado de saúde.

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