Mais de 3 mil pessoas morreram de Ebola, diz OMS

Doença permanece concentrada em países da África Ocidental; juntos, Libéria, Guiné e Serra Leoa, registraram 3.083 mortes - 99,7% do total

Gabriela Vieira, O Estado de S. Paulo

28 Setembro 2014 | 08h58

Ultrapassa 3 mil o número de pessoas que morreram em decorrência do surto de ebola na África Ocidental, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo atualização dos dados da agência, subordinada à Organização das Nações Unidas (ONU), subiu para 3.091 o total de vítimas de casos confirmados, suspeitos ou possíveis do vírus Ebola. O número de casos relatados totaliza 6.574.

No balanço anterior, divulgado na última quinta-feira, a OMS relatou que 2.917 pessoas tinham morrido de ebola dentre 6.263 casos em cinco países do oeste africano afetados pela doença, até 21 de setembro.

A doença permanece concentrada em países da África Ocidental. Juntos, Libéria, Guiné e Serra Leoa, registraram 3.083 mortes - 99,7% do total. Outras 42 mortes foram registrados na República Democrática do Congo. Segundo a OMS, não há novos casos confirmados na Nigéria ou em Senegal, outros dois países onde o vírus foi confirmado.

Do total de vítimas, 211 eram profissionais da área da saúde. Para a Organização, a exposição de médicos, enfermeiros e auxiliares é "uma característica preocupante dessa epidemia".

Na última sexta-feira, a OMS anunciou que milhares de doses de vacinas experimentais contra o Ebola devem estar disponíveis nos próximos meses e poderão, eventualmente, ser dadas a trabalhadores da saúde e a outras pessoas que tiveram contato com doentes.

Também nessa sexta-feira, o Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou a liberação de US$ 130 milhões para os países mais afetados pelo surto de ebola. Guiné vai ter à sua disposição US$ 41 milhões, a Libéria poderá retirar até US$ 49 milhões e Serra Leoa receberá até US$ 40 milhões.

O financiamento deve ajudar a cobrir o rombo na balança de pagamentos e nos orçamentos dos países provocado em função da epidemia. A estimativa é de um déficit de US$ 100 milhões em cada um dos países.

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