Mais de mil crianças internadas por dia com doenças sanitárias

A Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de Base (Abdib) divulgou hoje estudo sobre doenças transmitidas pela ausência de condições mínimas de higiene. Realizada com base em dados do Sistema Único de Saúde (SUS), entre 1998 e 2005, a pesquisa mostra que mais de mil crianças são internadas todos os dias no Brasil por doenças sanitárias; destas, em média, cinco morrem. Os dados apresentados pela associação mostram que 20% das internações e 9% dos óbitos de crianças com até 9 anos registrados no SUS, em 2005, têm como principal responsável a falta de saneamento básico. No mesmo ano, a média diária de internações foi de 297 crianças menores de 1 ano; 559 crianças entre 1 e 4 anos; e mais 207 entre 5 e 9 anos. Outro grupo que sofre com as más condições sanitárias é dos idosos. Entre 1998 e 2005, 47,2% dos óbitos registrados com essa causa foram de pessoas com mais de 60 anos. O número de casos, segundo o estudo, cresceu no período analisado. Enquanto em 1998, 18,2% das internações apontavam doenças causadas pela falta de infra-estrutura; em 2005, o número subiu para 25%. Em contrapartida, a porcentagem do Produto Interno Bruto (PIB) do País investida pelo poder público em saneamento tem diminuído, segundo a Abdib. Em 1997 e 1998, os aportes em modernização e expansão da rede de água e esgoto atingiram 0,30% e 0,38%, respectivamente; caindo para 0,20%, entre 2003 e 2005. No entanto, para universalizar os serviços, o estudo afirma ser necessário 0,67% do PIB. Na pesquisa foram analisados casos de moléstias como tripanossomíase, esquistossomose, leptospirose, micoses, malária, caxumba, febre tifóide, dengue e outras doenças parasitárias e infecciosas, selecionadas a partir de consultas feitas em catálogos sobre o assunto e junto a especialistas.

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