Mais dois cubanos abandonam o programa Mais Médicos

Com os novos casos, chega a sete o número de profissionais vindos de Cuba que desistiram do programa

Lígia Formenti, O Estado de S.Paulo

12 Março 2014 | 20h47

BRASÍLIA - Subiu para sete o número de cubanos que abandonaram o Mais Médicos. Desta vez, no entanto, a deserção ocorreu em par.

Os profissionais Dorayda Igarza Ayla e Walter Jesus Cotarelo Carbonell haviam sido destacados para trabalhar na cidade e Medicilândia, no Pará. Na última sexta-feira, 7, o Ministério da Saúde foi informado que ambos estavam há pelo menos 48 horas sem aparecer no trabalho, sem dar justificativas. Eles são casados.

Procurados, eles informaram não ter interesse em continuar no programa. Os dois médicos serão formalmente desligados do programa. A decisão deverá ser publicada na edição desta quinta-feira, 13, do Diário Oficial.

Para conter deserções e críticas ao programa, quando veio à tona que cubanos do Mais Médicos recebiam no Brasil o equivalente a US$ 400 (R$ 943,68), o Ministério da Saúde já tinha anunciado uma mudança nos repasses e um aumento real de US$ 245 (R$ 578) nos salários desses profissionais. A partir de agora, eles passam a receber um total de US$ 1.245 (R$ 2.937,20). Para atingir esse valor, os US$ 600 (R$ 1.415,52) que antes eram depositados em Cuba passarão a ser fornecidos diretamente para os profissionais aqui no Brasil.

A alteração foi fruto de uma negociação da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) com o governo cubano. O gasto do Brasil com esses médicos permanece o mesmo, ou seja, o País continuará a repassar para a Opas o valor de R$ 10 mil por médico integrante do programa.

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