Salvatore Laporta/AP
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Mais dois muros caem em Pompeia; Unesco decide investigar

Construções afetadas são parte do sítio arqueológico, e estão fechadas ao turismo

Associated Press, AP

01 Dezembro 2010 | 18h08

Mais dois muros ruíram no sítio arqueológico de Pompeia, cidade destruída a 2.000 anos pelo vulcão Vesúvio. É o segundo desmoronamento registrado na área, que também é uma importante atração turística, em dois dias.

 

Autoridades buscaram minimizar o desabamento mais recente, afirmando que só atingiu a parte superior dos muros e não danificou o patrimônio artístico, mas os seguidos danos em um dos sítios arqueológicos mais importantes do mundo estão se mostrando uma fonte de constrangimento para a Itália, e dando crédito às alegações de que toda a área sofre com abandono e descaso.

 

Os desmoronamentos chamaram a atenção de especialistas da Unesco, que viajarão a Pompeia na quinta-feira, 2, para inspecionar o dano e procurar outras áreas em perigo.

 

Cerca de 3 milhões de pessoas visitam as antigas ruínas a cada ano. Pompeia, uma cidade do Império Romano, foi destruída no ano 79 por uma erupção do vulcão Vesúvio. A tragédia soterrou a cidade sob 6 metros de cinza vulcânica, preservando os detalhes da vida, arte e arquitetura do mundo antigo.

 

Dois muros caíram nesta quarta, provavelmente por causa das fortes chuvas dos últimos dias, disse o gabinete da superintendência arqueológica da cidade.

 

Uma das construções atingidas foi a parte superior do muro da casa conhecida como "Pequeno Lupanar". Trata-se de uma casa vetada à visitação turística, e não do vasto Lupanar - bordel - decorado com afrescos eróticos e que é uma das atrações turísticas favoritas da cidade. Nenhum dos muros danificados tem afrescos, disseram autoridades.

O ministro da Cultura da Itália, Sandro Bondi, vem sendo criticado desde o desmoronamento, no mês passado, da Schola Armaturarum, uma casa decorada com afrescos onde gladiadores treinavam antes das lutas. Na terça-feira, o muro de um jardim antigo também caiu.

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