André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Mais Médicos tem 174 desistências no 1º ano de atendimentos

Número representa 1,2% do total de profissionais do programa; dos desistentes, 144 são formados no Brasil e 19 são cubanos

Fabiana Cambricoli, O Estado de S. Paulo

07 Janeiro 2015 | 03h00

SÃO PAULO - No primeiro ano de atendimento do programa Mais Médicos, 174 profissionais desistiram de atuar no projeto, segundo dados do Ministério da Saúde.

A maior parte é brasileira. Do total de desistentes, 144 são formados no Brasil, 11 são intercambistas (brasileiros ou estrangeiros formados em instituições de ensino no exterior) e 19 são cubanos trazidos ao País por meio de um acordo de cooperação com o governo da ilha, intermediado pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), órgão vinculado às Nações Unidas.

As desistências, porém, representam apenas 1,2% do total de profissionais do programa. Segundo dados mais recentes do ministério, são 14.462 médicos atuando em 3.785 cidades brasileiras, além de 34 distritos sanitários indígenas.

Divisão. A maioria dos profissionais é cubana (11.429). Em seguida, aparecem os brasileiros (1.846) e, em terceiro, os intercambistas (1.187).

O caso de desistência com maior repercussão foi o da cubana Ramona Rodríguez, em fevereiro do ano passado. Ela abandonou o posto onde trabalhava em uma cidade do Estado do Pará, alegando discordar das regras impostas aos médicos cubanos - na época, os profissionais daquele país recebiam o equivalente a US$ 1.000 (R$ 2.701), enquanto os demais médicos do programa ganhavam R$ 10 mil. Meses depois, Ramona foi para os Estados Unidos. 

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