Mais segurança na volta aos hospitais
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Mais segurança na volta aos hospitais

Atendimento médico se aproxima das médias antes da pandemia, impulsionado por medidas preventivas

Rede D'Or, Media Lab Estadão
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26 de agosto de 2020 | 00h07

Já se vão cinco meses desde que o Brasil começou a adotar medidas de distanciamento social mais rígidas para conter o avanço do novo coronavírus. Entre as recomendações dadas inicialmente estava, inclusive, a de adiar idas a hospitais e clínicas, o que fez com que muitas consultas, exames e procedimentos fossem postergados. Hoje o que se vê, porém, é um retorno do acompanhamento médico presencial e das cirurgias agendadas. Medidas rígidas de segurança tornaram esse retorno possível.

Nos hospitais da Rede D’Or São Luiz, por exemplo, uma das ações adotadas foi separar pacientes com suspeita de covid-19 e também reservar equipes assistenciais, andares, salas e UTIs apenas para atender essas pessoas.

A testagem de covid-19 se tornou padrão com resultados de PCR podendo sair em menos de 1h. Todos os funcionários fazem os exames periodicamente. Médicos, equipe, paciente e até mesmo acompanhantes fazem testes antes de qualquer cirurgia agendada. O uso de máscaras e outros equipamentos de proteção, antes reservado apenas às salas cirúrgicas, passou a ser algo obrigatório para todos os profissionais, desde os seguranças até os que atuam em atividades administrativas.

Com a implementação dessas práticas e fluxos, os médicos se sentem plenamente seguros para continuar atuando. O cirurgião Antonio Macedo, que atua no Vila NovaStar, afirma não ter parado de atender seus pacientes um dia sequer. A quantidade de cirurgias realizadas por ele havia diminuído nos primeiros dois meses da pandemia, mas voltou a crescer e hoje já está próxima dos 40 procedimentos por mês, a média anterior à pandemia. 

“O Vila NovaStar é um hospital de excelência desde o primeiro dia de seu funcionamento. A Rede D’Or é extremamente zelosa com os clientes e colaboradores”, destaca Macedo. Isso dá segurança aos médicos e pacientes. Mesmo mantendo as suas rotinas de atendimento, ninguém da equipe de Macedo foi diagnosticado com o novo coronavírus.

O urologista Miguel Srougi, que passou a atuar no Vila Nova Star poucos meses antes do início da pandemia, lembra que o receio inicial entre os médicos começou a ser desanuviado pelos processos de segurança descritos. “A Rede D’Or desempenha um papel provavelmente sem paralelo entre todas as instituições médicas do Brasil. Criou uma rede hospitalar resiliente para apoiar os doentes e profissionais.” 

Importante volta

Os profissionais de saúde relatam que o receio inicial de procurar assistência médica, por medo de ser infectados pelo vírus da covid-19, trouxe mais risco do que ir a um hospital que adota fluxos seguros. “Muitos pacientes tiveram seus problemas de saúde agravados pelo atraso e pela falta de atendimento. Em consequência, aqueles que não puderam mais esperar, procuraram os hospitais nos setores de emergência, se apresentando com agravamento de sua doença de base”, diz o cirurgião Fabio Jatene, vice-presidente do Conselho Diretor do Instituto do Coração (InCor), da Universidade de São Paulo (USP). “É um processo que exige muito cuidado, o mais importante é que pacientes e colaboradores estejam seguros”, complementa.

O número de mortes em casa no Brasil chegou a subir 14% entre março e maio, comparado ao mesmo período de 2019, de acordo com os registros dos cartórios do País, segundo dados levantados pelo Estadão com o Portal da Transparência do Registro Civil, mantido pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil). Os médicos apontam que muitos desses casos podem estar relacionados a outras doenças ou emergências que não foram tratadas por medo dos pacientes de procurarem um hospital. 

“Tivemos uma redução nos primeiros meses de mais de 30% no número esperado de diagnósticos de câncer. Mas esses pacientes com câncer continuam existindo, apenas não foram diagnosticados”, alerta o oncologista Paulo Hoff, presidente da Oncologia D’Or e diretor-geral do Instituto de Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). O médico explica que há um receio de que esses casos fiquem represados e haja uma maior procura por hospitais e clínicas oncológicas, com pacientes em estágios mais avançados da doença. 

Em pacientes cardiopatas, as consequências do adiamento já são sentidas. “Tivemos um aumento da mortalidade cardiovascular no Brasil, nesses meses da pandemia, comparados ao ano anterior, de 32%. Aumentaram a ocorrência e a mortalidade por doença cardíaca”, diz Ludhmila Hajjar, cardiologista da Rede D’Or São Luiz e professora de Cardiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). 

A boa notícia é que, com a rápida mudança nos fluxos dos hospitais, os médicos relatam uma recuperação quase total no número de pacientes, que ganharam confiança. Alguns hospitais já não têm nenhum paciente internado com covid-19, caso do Hospital São Luiz Itaim, em São Paulo, e da Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro, ambos da Rede D’Or São Luiz.

 

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