Amanda Perobelli/Estadão
Amanda Perobelli/Estadão

Mais um parque é fechado após macaco morto por febre amarela ser achado

Primeiros resultados confirmaram que doença matou sagui; Horto Florestal e Cantareira também estão com acessos interditados

Luiz Fernando Toledo e Paula Felix, O Estado de S.Paulo

24 de outubro de 2017 | 22h59
Atualizado 25 de outubro de 2017 | 00h14

SÃO PAULO - O Parque Anhanguera, na zona norte de São Paulo, foi fechado nesta terça-feira, 25, em prevenção contra a febre amarela. A medida foi tomada após um sagui ser achado morto na unidade. Resultados laboratoriais preliminares confirmam a doença no animal. A Prefeitura também anunciou nesta terça aumento do número de postos que oferecem vacina contra a febre. No interior, ao menos 17 municípios intensificaram a imunização.

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O Anhanguera, em Perus, é o maior parque municipal, com 9,5 milhões de m². Outros dois parques, estaduais, já foram fechados na semana passada. Um deles é o Horto, também na zona norte, onde também foram achados cinco macacos bugios mortos - para um deles, há confirmação da doença. O outro é o Cantareira, ao lado do Horto. 

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A Secretaria Municipal da Saúde informa que ainda falta o exame histoquímico para confirmar se o sagui do Anhanguera tinha o vírus. A pasta sugere a não visitação dos parques do Canivete, no extremo norte, e do Córrego do Bispo, na mesma região, ainda em obras. Como essas unidades não são fechadas, não é possível impedir o acesso. 

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Até esta terça, oito Unidades Básicas de Saúde (UBS) da zona norte tinham vacinação contra a doença. A partir desta quarta-feira, 25, hoje, outras 19 unidades da zona norte passarão a oferecer a imunização. A extensão do horário de funcionamento das unidades ainda está em estudo e vai depender das necessidades de cada região. Até esta terça, foram vacinadas 63,6 mil pessoas, segundo a Secretaria de Saúde. 

Interior

Ao menos outros 17 municípios paulistas estão recebendo ações de intensificação de vacinação contra o vírus. 

Na região de Jundiaí - em 15 cidades como Atibaia, Vinhedo e Bragança Paulista - , a meta da Secretaria de Estado da Saúde é imunizar mais de 860 mil pessoas. O trabalho teve início no início do mês, após a confirmação de mortes de primatas infectados pelo vírus em Jundiaí.

Campinas e Valinhos terão o “Dia D” de vacinação no sábado, mas as corridas aos postos já cresceu nos últimos dias. O objetivo é ter 500 mil pessoas imunizadas. Em abril, 300 mil já haviam sido vacinados em dois distritos de Campinas. 

 

Coordenador de controle de doenças da secretaria estadual, o infectologista Marcos Boulos informou que a vacinação tem sido intensificada há um ano e meio. 

 

“Estamos seguindo a rota dos macacos, onde estão aparecendo mortes, estamos vacinando. Fomos fazendo a vacinação para não deixar áreas de risco sem cobertura vacinal. Quando acabou o grande surto, percebemos que continuava tendo mortes de macacos, principalmente na região de Campinas.” 

Em 2017, o País teve o maior surto de febre amarela dos últimos 14 anos. Os primeiros casos apareceram em dezembro de 2016 e, em setembro deste ano, o Ministério da Saúde anunciou o fim do surto da doença, que matou 271 pessoas até 1.º de agosto deste ano.

Boulos afirma que, desde a metade do ano passado, já foram aplicadas 5 milhões de doses no Estado. As equipes já estavam preparadas para a ocorrência de um caso na capital, tendo em vista a “caminhada” do vírus. “As pessoas não devem ficar preocupadas, mas atentas. Essa é uma doença silvestre. Só as pessoas que se expõem em regiões de mata podem ter.” 

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