Mal súbito afeta 276 na fronteira entre Colômbia e Equador

Febre, diarreia, vômitos e problemas na pele são os sintomas encontrados nos internados, maioria crianças

Efe,

23 de novembro de 2009 | 16h00

Pelo menos 276 moradores das zonas urbana e rural de Orito (Colômbia), na fronteira com o Equador, precisaram ser internados com sintomas de uma doença desconhecida, informaram nesta segunda-feira, 23, serviços de emergência locais.

 

"Os doentes, muitos deles crianças, parecem ter gastroenterite", disse à Agência Efe em Bogotá o sacerdote católico Julio César Mora, designado pelas autoridades municipais como porta-voz sobre o tema.

 

"A maioria dos pacientes sofre de febre, diarréia e tem vômitos e alguns problemas na pele", explicou Mora, advertindo ainda que pelo menos 48 casos foram registrados desde domingo.

 

O sacerdote explicou que 185 pessoas deram entrada no hospital municipal desde a última sexta-feira, enquanto outras 91 foram atendidas em dois centros médicos privados. "Não sabemos se a causa é um alimento, água contaminada ou fumigações", disse, referindo-se ao glifosato, um herbicida usado na Colômbia em plantações de coca.

 

Com temor de que um aqueduto local esteja contaminado, a administração municipal suspendeu o fornecimento de água potável. No entanto, a chegada de camponeses à zona urbana apresentando os mesmos sintomas "deixou as autoridades em alerta sobre outra possível causa", afirmou Mora, acrescentando que amostras de água foram enviadas a laboratórios em Bogotá, que fica a cerca de 1.000 quilômetros de distância.

 

A coordenadora de Vigilância de Saúde Pública de Orito, Ruby Buelvas, informou à Agência Efe que epidemiologistas da capital colombiana viajaram hoje à região. "Eles nos darão um resultado preliminar", disse.

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