Malabarismo das famílias inclui baratear o plano de saúde
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Malabarismo das famílias inclui baratear o plano de saúde

Assistência privada continua sendo considerada a opção mais segura

Media Lab Estadão, O Estado de S.Paulo
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11 de setembro de 2020 | 00h00

O impacto da crise sanitária nas finanças das família tem sido grande. Nem os custos de um plano de saúde, sempre listado entre as prioridades em qualquer orçamento doméstico, estão imunes a cortes robustos. Muitos, como mostram os dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), estão abandonando completamente a saúde privada. Os planos registraram perda de 326,9 mil beneficiários entre março e julho deste ano, segundo as estatísticas mais recentes do setor.

“O SUS tem profissionais extremamente capacitados, mas infelizmente falta estrutura. Por isso, estamos fazendo malabarismo nas nossas despesas para não ficarmos sem convênio”, diz a nutricionista Maryjane Norões, 37, proprietária de restaurantes em shoppings na região de Campinas (SP).

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Com o isolamento social imposto pela covid-19, Maryjane viu o faturamento das suas lojas, que são em shoppings, despencar e não teve escolha senão cancelar o convênio médico dos filhos e do marido e buscar uma alternativa mais barata. “Ficamos apenas com o meu plano de saúde, porque estava grávida, e do meu filho mais novo”, explica. “Agora estamos buscando opção mais em conta, que caiba no nosso orçamento, para não ficarmos sem o plano, que é fundamental”, diz a empresária. Ela desembolsava R$ 2.545 para as cinco pessoas da família por mês. Agora, está contratando um plano que ficará cerca de R$ 1.080 para toda a família. “É uma opção bem básica, mas pelo menos não vamos ficar sem convênio”, afirma Maryjane.

Quem também está buscando uma alternativa mais barata é a assistente financeira Munique Vargas. “Sempre tive plano de saúde, mas, com a situação financeira atual, tivemos que buscar alternativa para não ficarmos desassistidos, mas que também não pesasse tanto no orçamento”, diz Munique.

A assistente financeira optou por contratar os serviços de uma plataforma de benefícios na área da saúde, que oferece aos seus usuários descontos em rede credenciada de clínicas médicas, telemedicina, odontologia, especialidades de apoio, laboratórios, farmácias e outros estabelecimentos. “Pagamos, eu e o meu namorado,

R$ 39,90 e as consultas chegam a ter desconto de até 80%”, diz. Ela comenta que, apesar de hospitais não estarem inclusos na lista de descontos, o plano paga diárias hospitalares. “Dá uma segurança saber que temos uma alternativa em caso de necessidade, além do SUS, que é tão difícil o acesso.” A plataforma Avus contabiliza crescimento de 950% em meio à pandemia.

Além das perdas no número de usuários, os planos de saúde viram os seus custos aumentarem, com a necessidade de ampliação de leitos, compra de equipamentos e contratação de profissionais. O impacto só não foi maior porque nos primeiros dois meses da pandemia as pessoas tinham muito receio de sair de casa e o número de procedimentos eletivos, exames e cirurgias caiu consideravelmente. “Isso trouxe uma folga para o sistema, mas criou uma demanda reprimida. Se o País crescer, o impacto no futuro será menor. Mas se não crescer, continuaremos a perder clientes e o cenário fica bem complicado”, diz Reinaldo Scheibe, presidente da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge).

Telemedicina

Se os planos de saúde viram suas receitas caírem e as despesas aumentarem neste período, algumas mudanças implementadas nesta fase devem seguir mesmo depois de passada a pandemia. A telemedicina é uma delas.

Ainda não dá para saber qual impacto as consultas virtuais terão nos caixas dos planos de saúde, mas, diante do cenário de envelhecimento da população, qualquer redução de custos é bem-vinda. “O envelhecimento da população brasileira é muito mais rápido do que em países europeus, por exemplo”, diz Scheibe. Ele comenta que a pandemia ajudou a acelerar o processo de telemedicina, que andava de forma muito lenta no Brasil. “Ainda é muito novo aqui, mas percebemos que teve uma grande adesão durante esse período e deve continuar.” Segundo o executivo da Abramge, o sistema acaba democratizando a saúde, porque qualquer pessoa em qualquer lugar pode ter acesso a uma consulta médica virtual, sem a necessidade de deslocamento.

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