Ajiran Osman/AP
Ajiran Osman/AP

Malásia faz pontes para ajudar no acasalamento de orangotangos

Redução das florestas pelo homem isolou populações e ameaça espécie de extinção

Associated Press, AP

18 Outubro 2010 | 14h02

Orangotangos ameaçados de extinção na ilha de Bornéu estão usando mangueiras de bombeiros penduradas por seres humanos por cima de rios para se mover entre florestas isoladas e encontrar parceiros de acasalamento, aumentando a chance de sobrevivência da espécie, disse um grupo ambientalista.

 

Autoridades da Malásia estão construindo mais das pontes improvisadas, depois que alguns orangotangos foram vistos usando-as no ano passado, disse Marc Ancrenaz, cofundador do grupo Hutan, baseado na França e envolvido, junto com autoridades locais, na proteção aos orangotangos da Malásia.

 

Conservacionistas estimam que 11.000 orangotangos vivem no em Sabah, um Estado da Malásia em Bornéu, mas muitos estão isolados uns dos outros, porque as florestas foram cortadas por projetos econômicos, como extração de madeira e plantações de dendê.

 

Grupos ambientalistas e autoridades do meio ambiente têm pendurando antigas mangueiras de combate a incêndio entre árvores de diferentes lados de rios para ajudar os orangotangos - que não sabem nadar - fazer a travessia. A primeira ponte foi estendida há sete anos, mas foi somente em 2009 que uma câmera registrou o uso do recurso pelos primatas.

 

Testemunhas assistiram ao feito mais vezes desde então, o que levou as autoridades a construir mais pontes.

 

"Demora um pouco para os animais se acostumarem... Se não formos capazes de reconectá-los, eles serão extintos em breve", disse Ancrenaz. Mas as pontes são apenas "uma gambiarra", porque a solução de longo prazo seria o reflorestamento, acrescentou.

Benoit Goossens, um assessor do Departamento de Vida Silvestre de Sabah, disse que mais pontes serão feitas, também sobre os fossos das plantações de dendê.

 

Estudos da população de orangotangos em parte de Sabah indica que eles podem se extinguir em 60 anos, por conta da endogamia e da perda de hábitat.

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