Malásia fecha parques após pelo menos 10 pessoas morrerem de leptospirose

Site do Ministério da Saúde do país adverte população a não nadar nem despejar lixo nos rios

AP

24 de agosto de 2010 | 20h12

KUALA LUMPUR - O governo da Malásia fechou parques e alertou o público sobre nadar e despejar lixo nos rios após pelo menos 10 pessoas morrerem pela propagação de leptospirose.

O site do ministério adverte a população a não nadar em rios quando chover e evitar mergulhos se tiver cortes pelo corpo, o que aumenta o risco de infecção.

A última morte relatada pela doença bacteriana, transmitida por ratos, foi no último sábado. Um adolescente de 17 anos, no Estado de Kedah, norte do país, havia nadado em um rio e fazia piquenique com amigos em um parque recreativo no mês passado, segundo divulgaram os jornais New Straits Times e The Star.

Diversos parques em todo o país foram fechados desde que as primeiras mortes foram notificadas, em julho. Algumas foram relacionadas a uma doença adquirida por via aquática, e uma autoridade do Ministério da Saúde não soube dizer quantas foram causadas por leptospirose.

O ministro da Saúde, Liow Tiong Lai, foi citado pelo jornal inglês The Times na última Segunda-feira dizendo que seu ministério vai distribuir panfletos e cartazes para sensibilizar as pessoas sobre a doença.

A leptospirose é causada pela exposição à água contaminada com urina de animais infectados e absorvida através da pele. Os ratos são os principais portadores, e a campanha do ministério apela às pessoas que não depositem lixo perto de fontes de água que possam atrair esses animais.

Os casos da doença vêm aumentando na Malásia. Em 2009, 62 pessoas morreram, em ante 20 em 2004. No mesmo período, o número de infecções cresceu mais de cinco vezes, passando de 263 para mais de 1.400.

Os sintomas da doença são dores musculares, de cabeça, febre e vômito. A leptospirose é curável se a pessoa for tratada dentro de uma semana.

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