REUTERS/Bernardo Montoya
REUTERS/Bernardo Montoya

Manaus confirma morte de bebê de sete meses por sarampo

Menino não havia sido vacinado; prefeito de Manaus decreta situação de emergência após a confirmação de 271 casos e 1.841 suspeitas da doença

Bruno Tadeu, especial para O Estado

05 Julho 2018 | 15h24
Atualizado 05 Julho 2018 | 16h44

MANAUS - Um bebê de sete meses foi a primeira vítima fatal do sarampo em Manaus. A ocorrência foi confirmada pela prefeitura de Manaus nesta quinta-feira, 5, após resultado da sorologia realizada pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen/AM). Segundo histórico médico, o menino não havia sido vacinado.

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O bebê apresentou os primeiros sintomas como febre, exantema, tosse e coriza no último dia 23 e foi internado no Hospital e Pronto Socorro Infantil João Lúcio, na zona leste de Manaus, após agravamento do quadro. Ele morreu três dias depois.

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Outro caso ainda em investigação é de uma menina de nove meses que morreu no dia 23 de junho. Ela também não foi vacinada e técnicos de saúde fazem um levantamento de informações com os familiares para confirmar a causa da morte.

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Na terça-feira, 3, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, decretou situação de emergência após a confirmação de 271 casos e 1.841 suspeitas da doença. O decreto tem validade de 180 dias.

Roraima. O Estado de Roraima já havia registrado outros dois óbitos por causa do sarampo entre fevereiro e março. Uma criança venezuelana de três anos e origem indígena e um bebê brasileiro de três meses morreram no Estado após terem contraído a doença. Roraima ainda tem um óbito em investigação. 

O Estado de Roraima tem 200 casos confirmados de sarampo, sendo que 133 (66,5%) são de venezuelanos que vivem no Estado. Outros 65 (32,5%) são de brasileiros e há ainda um caso procedente da Guiana e um da Argentina. 

Entre os brasileiros, crianças de 6 meses a 4 anos de idade são as mais acometidas pela doença. Já entre a população venezuelana, o maior número de casos está concentrado na população de 1 a 9 anos de idade. 

Antes do surto atual, o último óbito pela doença havia sido registrado em 2013, em Pernambuco. Tratava-se de uma criança de sete meses de idade, HIV positiva e portadora de sífilis. 

 

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