Antonio Lacerda/EFE
Antonio Lacerda/EFE

Manifestação silenciosa em Copacabana lembra 400 mil mortos pela covid-19 no País

O ato, organizado pela ONG Rio de Paz, ocorreu na praia de Copacabana nesta sexta-feira, 30; em Brasília, manifestantes também cobraram atitudes do governo federal

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2021 | 10h21

RIO - A ONG Rio de Paz realizou na manhã desta sexta-feira, 30, um ato na praia de Copacabana em memória aos 400 mil mortos pela covid-19 no Brasil. A entidade colocou 400 sacos de óbito com a bandeira nacional como forma de "repúdio ao modo como o Governo Federal está lidando com a grave crise sanitária".

A manifestação começou às 6h da manhã. A cada hora, uma encenação representando o sepultamento das vítimas da pandemia foi feita por representantes da ONG. Eles trajavam roupas brancas, como as usadas por quem atua na linha de frente no combate à pandemia.

 

Segundo Antônio Carlos Costa, presidente da ONG Rio de Paz, a escolha pelos sacos de óbitos remete às imagens de pessoas sendo enterradas em covas coletivas ao longo da pandemia. Além disso, a manifestação foi um protesto pela forma como os governos encararam a pandemia, em especial o federal.

"Os 400 mil mortos no País são um número especialmente impressionantes em uma análise comparativa com outros. Somos o segundo país do mundo em números absolutos de mortes, o décimo-terceiro em número de óbitos proporcional à população, e o quinquagésimo oitavo do ponto de vista de pessoas vacinadas (proporcionalmente). São números absurdos", disse.

"Calarmos nesse momento nos torna cúmplices dos crimes cometidos pela classe governante brasileira, a começar pelo governo federal. O governo federal minimizou a pandemia, foi lento no lançamento da campanha de vacinação em massa, e foi incapaz de apresentar um plano nacional de combate à pandemia", afirmou Costa.

Bolsonaro errou na pandemia, diz presidente de ONG

O presidente da ONG criticou em especial a atuação do presidente Jair Bolsonaro. "Ninguém errou mais do que o presidente da República, pelo exemplo e falta de empatia", sustentou. "E temos que reconhecer um fato, um negócio muito ruim de admitir: ele só fez o que fez por causa da cumplicidade de uma fração significativa da sociedade brasileira. Temos responsáveis e cúmplices."

Mortes no Rio 

O Estado do Rio de Janeiro registrou 347 mortes por covid-19 e 4.080 novos casos da doença no período de 24 horas, segundo boletim divulgado na tarde desta quinta-feira (29) pela secretaria estadual de Saúde. Até agora, 43.965 pessoas morreram em função do coronavírus no Estado do Rio, que registra 737.844 casos da doença. A capital concentra tanto o maior número de mortes (23.710) como o maior número de casos no Estado (258.038).

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