Michael DANTAS / AFP
Michael DANTAS / AFP

Média de mortes pela covid cai 31% em um mês, mas se mantém acima de 2 mil há 54 dias

Dados têm mostrado tendência de redução no País nas últimas semanas, mas especialistas alertam para o patamar elevado que a doença mantém nas cidades brasileiras e para o risco de novas flexibilizações

Marco Antônio Carvalho, O Estado de S.Paulo

10 de maio de 2021 | 20h00

 

A média diária de mortes pela covid-19 caiu 31% no País em um mês. O balanço de óbitos desta segunda-feira, 10, levando em conta os registros dos últimos sete dias, ficou em 2.087, ante a marca de 3.025 em 10 de abril. Os dados, reunidos pelo consórcio de imprensa, têm mostrado tendência de redução no Brasil nas últimas semanas, mas especialistas alertam para o patamar elevado que a doença mantém nas cidades brasileiras. Além disso, as recentes flexibilizações nas medidas de isolamento social podem resultar em nova pressão sobre os hospitais. 


Mesmo em queda, a média de mortes desta segunda-feira é 105% maior na comparação com o dado de 10 de janeiro.  Em relação a 10 de fevereiro, é 98,7% mais elevado, e também maior que qualquer registro ao longo do ano de 2020. Além da flexibilização das regras de isolamento social, especialistas apontam que o ritmo lento da vacinação impede uma desaceleração mais rápida do contágio. 

Nas últimas 24 horas, o Brasil registrou 1.018 novos óbitos, chegando a um total de 423.436 vítimas do novo coronavírus. Os dados diários do Brasil são do consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL, reunidos em conjunto com as secretarias de Saúde dos 26 Estados e do Distrito Federal, em balanço divulgado às 20 horas.

O balanço também mostra que 31.811 novos casos foram confirmados, o que faz o total de diagnósticos chegar a 15.214.030 - terceio mais alto do mundo, atrás apenas de Estados Unidos e Índia. Segundo o Ministério da Saúde, o País tem 13.759.125 pessoas recuperadas e 1.027.636 em acompanhamento. 

O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.

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