Médica cubana que deixou Mais Médicos pede asilo nos EUA

Ramona Matos Rodriguez disse que decidiu deixar o programa após saber que o salário pago é maior do que o que ela recebe

Daiene Cardoso, O Estado de S. Paulo

05 Fevereiro 2014 | 16h40

BRASÍLIA - A médica cubana que abandonou o programa Mais Médicos e se refugiou no gabinete da liderança do DEM na Câmara dos Deputados entrou ontem com um pedido de asilo na Embaixada dos Estados Unidos. O governo norte-americano ainda não respondeu à solicitação de Ramona Matos Rodríguez, de 51 anos. Ontem, a médica disse que pediria asilo ao governo brasileiro.

Ramona disse ter deixado no sábado passado a cidade paraense de Pacajá, onde outros seis estrangeiros atenderiam pelo Mais Médicos, e viajou para Brasília. A médica declarou ter decidido abandonar o programa ao descobrir que o salário pago aos profissionais de outras nacionalidades era de R$ 10 mil, valor que não teria sido informado pelas autoridades cubanas. Ela disse que recebe apenas US$ 400 mensais depositados no Brasil.

Fontes revelaram que a profissional procurou o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) ontem à tarde, após ficar sabendo que o partido estava disposto a ajudar os médicos cubanos insatisfeitos com as condições oferecidas pelo programa. A médica passou a noite na sala de reuniões da bancada, onde dormiu num sofá.

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