Divulgação/antirape.co.za
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Médica sul-africana cria camisinha feminina com 'dentes' para evitar estupros

Camisinha Rape-aXe age como tampão, que impede o ato sexual, e será distribuída durante a Copa

estadão.com.br

21 Junho 2010 | 19h12

SÃO PAULO - A médica sul-africana Sonnet Ehlers desenvolveu um preservativo feminino de látex que pode se prender ao pênis de um eventual estuprador por meio de 'ganchos' ou 'dentes' afiados como uma navalha.

 

Sonnet doou 30 mil unidades para serem distribuídas durante o Mundial e, posteriormente, o dispositivo de borracha deve ser vendido por US$ 2 (R$ 3,54).

  

A camisinha chamada de Rape-aXe age como um tampão, que impede o ato sexual e pode provocar dor e até ferimentos no membro masculino. A retirada deve ser feita por cirurgia, fazendo possivelmente com que o agressor se entregue.

 

Apesar de desconfortável para quem o usa, o dispositivo não causa nenhum dano à mulher. A médica criou o preservativo em 2005, na Cidade do Cabo, depois de conversar com cirurgiões, ginecologistas e psicólogos sobre o fato de a África do Sul, atual sede da Copa do Mundo de Futebol, ter um dos maiores índices de estupros do mundo. Quase um terço dos homens do país admitem já ter estuprado uma mulher. As condenações e prisões pelo crime são raras.

 

Críticos dizem que o dispositivo é uma arma 'medieval' e que poderia trazer ainda mais riscos para as mulheres, mas a médica acredita que a camisinha - a ser usada em situações de insegurança - deve inibir os homens que pensarem em violentar alguém.

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