REUTERS/Stefan Wermuth
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Medicamento da AstraZeneca neutraliza subvariantes da Ômicron em estudo de laboratório

Estudo de laboratório independente inclui a análise da BA.2, considerada altamente contagiosa; resultados ainda precisam ser revisado por pares

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de março de 2022 | 11h06

A AstraZeneca informou nesta segunda-feira, 21, que seu coquetel à base de anticorpos para prevenir e tratar a covid-19 mantém atividade neutralizante contra subvariantes da cepa Ômicron do coronavírus. O estudo de laboratório independente inclui a análise da BA.2, considerada altamente contagiosa.

Estes são os primeiros dados que analisam o impacto do tratamento com Evusheld, da AstraZeneca, em "primas" da variante Ômicron, após um recente aumento global de casos. A farmacêutica anglo-sueca disse em dezembro que outro estudo de laboratório mostrou que o Evusheld mantinha atividade neutralizante contra a Ômicron.

Dados do estudo mais recente, da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, mostraram que a terapia reduziu a quantidade de vírus detectada em amostras – carga viral – de todas as subvariantes da Ômicron testadas em pulmões de ratos, afirmou a AstraZeneca. O estudo ainda precisa ser revisado por pares.

O Evusheld foi testado contra as subvariantes BA.1, BA.1.1 e BA.2 da Ômicron. Também foi demonstrado no estudo limitação da inflamação nos pulmões – um sintoma crítico em infecções graves por covid-19.

"As conclusões apoiam ainda mais o Evusheld como uma opção potencialmente importante para ajudar a proteger pacientes vulneráveis, como os imunocomprometidos, que podem enfrentar resultados ruins se forem infectados por covid-19", disse John Perez, chefe de desenvolvimento, vacinas e terapias imunológicas da AstraZeneca.

O Evusheld reduziu o risco de desenvolver covid-19 sintomática em 77% em testes, disse o regulador de medicamentos do Reino Unido na semana passada, depois de aprovar a terapia para prevenir infecções em adultos com baixa resposta imune. O remédio também demonstrou salvar vidas e prevenir a progressão da doença quando administrado dentro de uma semana após os primeiros sintomas. /REUTERS

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