Médico americano fala das vantagens das cirurgias robóticas

Para Vipul Patel, a melhora da visão compensa a perda do tato no uso de robôs para cirurgia

Alexandre Gonçalves, de O Estado de S. Paulo,

27 de outubro de 2008 | 18h03

Terminou no domingo, 26, o primeiro simpósio realizado na América Latina para discutir a utilização da robótica na prática cirúrgica. O evento foi promovido pelo Hospital Israelita Albert Einstein e pelo Instituto de Robótica Global do Hospital da Flórida (EUA). O Estado conversou com o cirurgião americano Vipul Patel, médico que realizou o maior número de cirurgias robóticas no mundo: mais de 2.500 operações para remoção de câncer de próstata e de rim.   No Brasil, além do Albert Einstein, apenas o Hospital Sírio-Libanês possui o equipamento para a realização das cirurgias. O Hospital Alemão Oswaldo Cruz já adquiriu o robô, mas ainda não está em funcionamento. Os custos ainda são altos. Uma cirurgia de prostatectomia, por exemplo, pode sair por R$ 25 mil, quase o dobro de uma operação convencional.   Apesar do aprimoramento da visão, a percepção tátil não é pior? Sim, você perde a sensibilidade sobre a resistência que o tecido oferece ou a força que deve imprimir para dar um ponto, por exemplo. Mas não faz falta. A melhora da visão compensa, com muita vantagem, a perda do tato. Há um controle muito maior sobre o que acontece com o paciente.   Leia a entrevista completa na edição desta terça-feira de O Estado de S. Paulo

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