Médico defende filtro até para obter vitamina D

Em documento lançado ontem com diretrizes sobre fotoproteção, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) condenou a exposição solar sem proteção para a obtenção da vitamina D.

Fabiana Cambricoli, O Estado de S.Paulo

29 Novembro 2013 | 02h10

Nos últimos anos, o aumento do número de pessoas com deficiência do nutriente fez com que especialistas passassem a recomendar aos pacientes a exposição ao sol sem filtro solar, por um período de 15 a 20 minutos por dia, para possibilitar ao organismo a produção da vitamina. O argumento era de que o protetor impedia a absorção da radiação solar, essencial para a obtenção do nutriente.

Ontem, durante o lançamento do Consenso Brasileiro de Fotoproteção, primeiro documento do tipo no País, o órgão questionou o argumento. "É impossível que a proteção solar, da forma que é feita, seja a responsável pela deficiência de vitamina D. Estudo feito em São Paulo mostra que bastam 10 minutos de exposição ao ar livre, mesmo em dias nublados, para que a pessoa atinja os níveis recomendados. Portanto, dizer que a fotoproteção leva à deficiência da vitamina é prejudicial e gera uma mensagem antagônica à população", afirmou Marcus Maia, coordenador do Programa Nacional de Controle do Câncer de Pele.

A vitamina D tem como principal função ajudar no desenvolvimento do sistema esquelético. Cerca de 90% do nutriente é obtido por meio da radiação solar. Sua deficiência está relacionada a doenças como raquitismo e osteoporose.

Segundo a SBD, pacientes de risco para o desenvolvimento da deficiência devem passar por exames periódicos e, se necessário, receber suplementação vitamínica.

Campanha. Para lembrar o Dia Nacional de Combate ao Câncer de Pele, celebrado amanhã, a SBD vai reunir 4 mil médicos voluntários em 139 postos de todo o País para atender a população com o objetivo da detecção precoce da doença.

Os endereços dos postos podem ser consultados no site da SBD (http://www.sbd.org.br). Na campanha do ano passado, 33 mil pessoas passaram por avaliação e 12% foram diagnosticadas com câncer de pele.

A previsão do Ministério da Saúde é de que 182 mil pessoas manifestem a doença no ano que vem.

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