Médico depõe sobre venda de lugar em fila de transplantes

Operação Fura-fila da PF chegou a Joaquim Ribeiro Filho, acusado desvio de órgãos entre 2003 e 2007

da Redação, estadao.com.br

13 de agosto de 2008 | 15h25

O ex-chefe da equipe de transplantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o médico Joaquim Ribeiro Filho, começou a ser interrogado pela Justiça na tarde desta quarta-feira, 13, no Rio. Ele é acusado de vender vagas na fila de transplante de fígado no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho. Ribeiro Filho chegou à 2ª Vara Federal Criminal, no centro, por volta das 14 horas.   Ribeiro Filho foi preso no último dia 30 durante a operação Fura-fila da Polícia Federal, desencadeada após denúncia do Ministério Público Federal contra cinco médicos do instituto, acusados de desvio de órgãos entre 2003 e 2007, preterindo a lista nacional de transplantes de fígado. Na semana passada, a juíza Andréa Cunha Esmeraldo, que atua interinamente na 2ª Turma Especializada do TRF-2ª Região, revogou liminarmente a prisão do médico.   Logo após a operação da PF, outro inquérito foi aberto para investigar o caso, pois familiares de pacientes que foram rejeitados na fila de transplantes de fígados denunciaram que os envolvidos teriam cobrado para realizar os transplantes.   A investigação começou em 2003, quando Jaime Ariston, irmão do secretário estadual de transportes, Augusto Ariston, recebeu um fígado mesmo ocupando o 32.º lugar na fila única. Dois dias antes, Joaquim Ribeiro Filho foi nomeado coordenador do RioTransplante, à revelia do órgão, pelo secretário estadual de Saúde, Gilson Cantarino. Ribeiro Filho e os médicos Eduardo de Souza Martins Fernandes, Giuliano Ancelmo Bento, João Ricardo Ribas e Samanta Teixeira Basto vão responder por peculato (crime de desvio de recursos ou bens por servidor).

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