Médico é indiciado por morte em cirurgia estética no RS

Paciente morreu ao ter seu fígado perfurado por incisões de cânulas de lipoaspiração

Solange Spigliatti, do estadao.com.br

20 Abril 2010 | 08h04

SÃO PAULO - A polícia indiciou nesta segunda-feira, 19, um cirurgião plástico por homicídio culposo (quando não há a intenção de matar), devido à morte da paciente Lívia Ulguin Marcello durante uma operação estética no Rio Grande do Sul. A paciente morreu no dia 24 de março em uma clínica localizada no bairro Menino Deus, em Porto Alegre, quando se submeteu a um implante de silicone nos seios e a uma lipoaspiração.

O inquérito policial, composto por 162 páginas, foi remetido à Justiça na tarde desta segunda-feira. Segundo o delegado Arthur Teixeira Raldi, da Delegacia de Investigação de Homicídios e Desaparecidos, o laudo de necropsia apontou como causa da morte choque hemorrágico, em razão de lesões hepáticas - de quatro a cinco perfurações no fígado por incisões de cânulas de lipoaspiração.

A polícia ouviu cerca de oito pessoas, dentre elas, o próprio médico, o anestesista, a equipe da Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Departamento Médico Legal (DML), o médico legista, familiares e amigos da vítima, de 29 anos. A pena para este tipo de crime é de um a três anos de reclusão.

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