Divulgação / Polícia Civil
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Médico é preso sob acusação de vender por R$ 20 atestados falsos para vacinação da covid-19

Documento permitia que compradores furassem a fila da aplicação do imunizante. Um outro homem também foi detido. CRM diz que o caso está sendo apurado

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2021 | 17h35

RIO - Dois homens – um deles, médico regularmente registrado no Estado do Rio de Janeiro - foram presos nesta quinta-feira, 27, em uma clínica em Pilares (zona norte do Rio) acusados de vender por R$ 20 atestados médicos com informações falsas para comprovar alguma comorbidade e permitir que o comprador fure a fila e tome vacina contra a covid-19. A Polícia Civil apreendeu atestados já preenchidos com comorbidades (hipertensão arterial, por exemplo), restando preencher o nome do comprador.

O médico Augusto Guedes de Carvalho Filho e Sergio Mendes Izidoro foram detidos na Clínica Médica e Odontológica Pilares, na Avenida João Ribeiro, por policiais civis da Delegacia de Defraudações. Eles foram conduzidos à delegacia, na Cidade da Polícia, no Jacarezinho (zona norte). Segundo a polícia, Izidoro é o dono da clínica. Por enquanto só estão sendo vacinadas determinadas categorias profissionais, pela maior exposição ao coronavírus, e pessoas com doenças elencadas pelo Ministério da Saúde, por terem a saúde mais frágil.

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio afirmou, em nota, que “tomou conhecimento do fato e está apurando o caso." A venda de atestado médico com informações falsas pode gerar punição de até um ano de prisão, além de multa.

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