Médicos americanos mudam recomendação para o papanicolau

Segundo novas indicações, mulheres podem fazer o exame a cada dois anos ao invés de anualmente

AE,

21 de novembro de 2009 | 02h29

As novas diretrizes do Colégio Norte-Americano de Obstetras e Ginecologistas indicam que a maioria das mulheres na faixa dos 20 anos pode realizar o exame papanicolau a cada dois anos, ao invés de anualmente, para detectar um possível câncer de colo uterino.

 

As mudanças nas indicações surgem após um debate semelhante que aconteceu nesta semana sobre quando as mulheres devem começar a realizar mamografias para detectar um possível câncer de mama.

 

A sincronização com as diretrizes do Papanicolau é uma coincidência, disse o Colégio Norte-Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG, na sigla em inglês), que começou a revisar suas recomendações no final de 2007 e publicou a atualização nesta sexta-feira no "Jornal de Obstetrícia e Ginecologia".

 

O ACOG se referiu a estudos que mostram que não existe um aumento no risco de desenvolvimento de câncer nas mulheres na faixa dos 20 anos se elas realizarem o exame papanicolau a cada dois anos, ao invés de a cada ano.

 

As diretrizes também afirmam que os exames papanicolau devem começar quando a mulher tem 21 anos. Antes o ACOG recomendava que o primeiro exame ocorresse três anos depois da primeira relação sexual ou aos 21 anos.

 

As mulheres de 30 anos ou mais devem esperar três anos entre cada exame Papanicolau para realizar um novo, quando obtiverem três exames consecutivos sem resultados anormais. Antes o ACOG recomendava um intervalo menor, de dois a três anos.

 

As mulheres que têm o vírus HIV ou sofram de outras condições de baixa imunidade ou então de problemas cervicais poderão necessitar de exames mais frequentes. O exame papanicolau pode detectar mudanças no colo do útero a tempo de prevenir o câncer. As informações são da Associated Press.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.