TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO
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Médicos da Santa Casa de SP rejeitam proposta de conciliação

Categoria não concordou com sugestão de acordo elaborada pelo Judiciário e deverá fazer contraproposta

Fabiana Cambricoli, O Estado de S.Paulo

16 Outubro 2015 | 17h36

SÃO PAULO - Os médicos da Santa Casa de São Paulo rejeitaram, em assembleia realizada nesta sexta-feira, 16, a proposta de conciliação feita na quinta-feira, 15, pela Justiça do Trabalho sobre a demissão de 184 profissionais.

Pela proposta, feita pelo desembargador Wilson Fernandes, a Santa Casa poderia executar as demissões previstas, com a garantia de manter os demais empregos, não terceirizar o serviço feito pelos profissionais demitidos e dar prioridades aos médicos demitidos em caso de recontratação. O Judiciário propôs ainda que seja paga 50% de correção inflacionária aos profissionais que tiverem o pagamento de suas verbas rescisórias parcelado em mais de 12 meses.

A Santa Casa aceitou os três primeiros pontos e se comprometeu a levar o quarto para discussão de seu comitê gestor. Já o Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) levou a sugestão para avaliação na assembleia desta sexta e os médicos votaram contra o acordo. Eles deverão se reunir novamente na próxima terça-feira, 20, para definir uma contraproposta. Por enquanto, os médicos descartam fazer uma paralisação.

"Os médicos que foram demitidos não perceberam nenhuma vantagem na proposta porque ainda consideram que estão sendo privados de direitos. Isso gerou muita insatisfação", diz Eder Gatti, presidente do Simesp. Ele falou que entre os pontos que deverão ser incluídos na contraproposta estão a diminuição do número de parcelas referentes ao pagamento da rescisão e a definição de punições em caso de descumprimento dos termos de acordo por parte da Santa Casa.

A assessoria de imprensa da Santa Casa disse que a instituição não irá se pronunciar até o vencimento do prazo dado pela Justiça para que as partes comuniquem suas posições em relação à proposta. A data limite é 27 de outubro.

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