Médicos de Hong Kong vão testar anticorpos para gripe H1N1

Hong Kong teve aproximadamente 13 mil casos confirmados de gripe suína, mas o total provavelmente foi maior

TAN EE LYN, REUTERS

04 Setembro 2009 | 14h28

Mortes relacionadas à gripe A passam de 2.800, segundo OMSPesquisadores de Hong Kong vão tentar colher anticorpos de pacientes que se recuperaram da gripe H1N1 na esperança de usá-los no tratamento de pessoas que ficarem gravemente doentes da gripe este inverno.  

 

 

 Mortes relacionadas à gripe A passam de 2.800, segundo OMS

Eles acreditam que o vírus infecte mais pessoas nos próximos meses, no inverno do Hemisfério Norte, o que significa que um número maior de pessoas poderá ficar gravemente doente, precisar de cuidado hospitalar intensivo ou morrer.

"Os anticorpos vão alvejar especificamente a gripe H1N1. É muito específico. Esperamos que sejam capazes de erradicar o vírus," disse Ivan Hung, professor assistente do departamento de medicina da Universidade de Hong Kong, em uma entrevista.

Autoridades sanitárias começaram a recrutar pacientes que tiveram a gripe na esperança de colher anticorpos que vão combater especificamente o vírus H1N1.

Isso é importante especialmente depois que algumas mostras recentes de H1N1 se mostraram resistentes ao antiviral oseltamivir, ou Tamiflu.

Hung afirmou que os anticorpos específicos para o H1N1 seriam úteis às pessoas para as quais é difícil administrar o zanamivir, outro antiviral vendido sob o nome comercial Relenza. O zanamivir é inalado e isso é difícil para pessoas com pneumonia.

Hung afirmou que é importante ter mais de uma forma de tratar os pacientes quando a temporada de gripe piorar em Hong Kong.

Hong Kong teve aproximadamente 13 mil casos confirmados de gripe suína, mas os especialistas concordam que o número é inexpressivo, porque vários casos são muito leves e não são testados nem diagnosticados.

Dez pessoas morreram na cidade densamente povoada.

Mais conteúdo sobre:
gripe suína

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.