Médicos de SP começam rodízio de paralisação no próximo dia 1

O cronograma da paralisação e o nome das empresas de saúde foram divulgados nesta quarta-feira, 10, durante entrevista coletiva à imprensa na Associação Paulista de Medicina

Solange Spigliatti, estadão.com.br

10 Agosto 2011 | 14h18

SÃO PAULO - Começa no próximo dia 1 de setembro o rodízio de paralisações do atendimento médico a pelo menos 12 empresas de planos de saúde que ainda não aceitaram iniciar as negociações de reajuste do valor dos honorários da categoria. O cronograma da paralisação e o nome das empresas de saúde foram divulgados nesta quarta-feira, 10, durante entrevista coletiva à imprensa na Associação Paulista de Medicina (APM).

 

Os planos que terão o atendimento interrompido em rodízio de especialidades são Ameplan, Assefaz, Cetesb, Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Green Line, Intermédica, Mediservice, Notredame, Porto Seguro, Prosaude, Vale e Volkswagen. Algumas delas sequer responderam a correspondência das entidades médicas. Outras não chegaram a negociar novos valores dos honorários. As informações são da APM.

 

Houve três empresas - Care Plus, Cesp e Marítima - que enviaram propostas nesta terça-feira, 9, e seu teor ainda será avaliado pelas entidades e, em breve, haverá o anúncio do encaminhamento relativo a tais negociações.

 

Também foram anunciados os nomes das 19 empresas que estão em negociação com as entidades. Integram a lista Abet, Amil, Blue Life, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Cassi, Dix, Embratel, Fundação Saúde Itaú, Gama Saúde, Geap, Golden Cross, Medial, Metrus, MPU, Petrobrás, Prodesp, Sabesprev e Sul América.

 

Ginecologistas e obstetras vão interromper o atendimento eletivo entre os dias 1º e 3 de setembro. Os otorrinolaringologistas param de 8 a 10 do mesmo mês, pediatras deixam de atender de 14 a 16, ortopedistas e traumatologia não atendem entre 19 e 20, pneumologistas e tisiologistas param de 21 a 23, e cirurgiões plásticos deixam de atender entre os dias 28 e 30 de setembro. Urgências e emergências serão garantidas.

 

A pauta de reivindicações do movimento estadual inclui consulta a R$ 80,00 e procedimentos atualizados de acordo com a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), inserção do índice de reajuste anual nos contratos entre médicos e empresas e fim das interferências sobre a autonomia do médico.

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