Médicos de UPAs do Rio vão ter ajuda a distância de especialistas

Objetivo é auxiliar clínicos e pediatras a trocar informações com plantonistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro sobre pacientes em situação de emergência

Agência Brasil,

24 Agosto 2012 | 19h49

A partir de setembro, médicos das unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) vão ter a ajuda a distância de plantonistas do Instituto de Pediatria e Puericultura Martagão Gesteira (IPPMG), ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no atendimento pediátrico, por meio de teleconferências.

De acordo com o governo estadual, os clínicos e pediatras poderão trocar informações com os plantonistas da universidade sobre pacientes em situação de emergência. A ideia é também driblar as vagas não preenchidas de  pediatras no atendimento de emergencial das unidades. Segundo o governo, 12% das vagas estão desocupadas.

 

O projeto deve se iniciar pelas UPAs da zona oeste da cidade, em Santa Cruz, Campo Grande (duas unidades), Jacarepaguá e Bangu - administradas pelo governo estadual. A experiência deve começar, ao menos em uma unidade, até a segunda quinzena de setembro, conforme anunciado ontem (23). Um teste do projeto foi feito em julho nas unidades da Penha e de Botafogo e no Hospital Getúlio Vargas.

Para que o projeto de telemedicina seja implantado, falta definir a tecnologia a ser usada para comunicação entre os profissionais, como internet 3G ou redes wifi (sem fio).

“Nós temos de resolver a questão da segurança. Este profissional [da UPA] tem todos os equipamentos, tem laboratório 24 horas, tem raio X, e agora ele vai poder ter também o suporte de especialistas com uma bagagem maior, com uma experiência maior”, disse o secretário estadual de saúde, Sérgio Côrtes.

A telemedicina também será usada no atendimento aos pacientes com sintomas de infarto. No próximo mês, o Instituto Estadual de Cardiologia vai montar uma equipe de plantão para dar consultoria aos médicos das UPAs nas primeiras horas após o diagnóstico, na avaliação dos pacientes e dos exames.

O governo anunciou ainda a inauguração, em novembro, do Hospital Estadual do Cérebro, no centro da cidade, que se tornará referência no atendimento aos casos de acidente vascular cerebral (AVC). Está prevista a licitação de dez tomógrafos para exames cerebrais, que serão implantados nas UPAs a partir de 2013, quando será possível fazer os primeiros atendimentos nos pacientes com suspeita de AVC.

Outro anúncio foi a construção de uma UPA com foco em grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo de 2014. A unidade atenderá emergências durante eventos no complexo esportivo do Maracanã. A UPA será construída em um terreno ao lado do ambulatório do Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (Iaserj).

 

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