Médicos devem advertir contra uso de celular ao volante, diz artigo

Manter motoristas longe do celular é questão de saúde pública, diz cientista

REUTERS

09 Junho 2010 | 19h15

Médicos deveriam advertir seus pacientes contra o uso de celulares ou o envio de torpedos ao volante, da mesma forma que já advertem contra o uso de tabaco, afirma um artigo de opinião publicado na influente publicação médica New England Journal of Medicine.

 

"É hora de perguntarmos aos pacientes sobre a distração ao volante", escreveu Amy Ship, do Centro Médico  Beth Israel Deaconess e da Faculdade de Medicina de Harvard.

 

Ela disse que manter as pessoas longe do celular quando estão ao volante é uma medida de saúde pública importante. A pesquisadora cita o acúmulo de indícios dos perigos que o celular representa às pessoas na estrada. O Conselho Nacional de segurança dos EUA estima que 28% dos acidentes de trânsito nos EUA envolvem celulares.

 

O problema mais óbvio são os torpedos, onde o motorista usa o teclado do celular para enviar mensagens. Um estudo de 2009 concluiu que enviar mensagens de texto ao volante eleva o risco de acidente 23 vezes.

 

Mas a médica pede que os médicos insistam para que os pacientes não usem celulares ao volante, e que tranquem os aparelhos no porta-malas quanto estiverem em trânsito, para evitar a tentação de usá-los. 

 

Ele disse que um estudo de 2006 mostra que falar ao celular traz o mesmo risco de dirigir embriagado, mesmo quando o motorista não usa as mãos para segurar o aparelho.

 

"Dirigir distraído é praticamente igual a dirigir bêbado", ela escreveu.

 

Ela disse que conversar com um viva-voz é mais perigoso que falar com um passageiro no carro. "Você se mantém mais envolvido com o ambiente quando alguém está presente", disse ela.

 

Ouvir música, de acordo com ela, é um tipo diferente de distração. "Você não pode desligar uma pessoa no telefone como no rádio. Você não precisa responder ao rádio".

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