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Médicos devem receitar pílula do dia seguinte antecipadamente

Nos EUA, adolescentes precisam de receita para pode comprar medicamento nas farmácias

Reuters

26 Novembro 2012 | 12h36

A Academia Americana de Pediatria (AAP) fez uma apelo nesta segunda-feira, 26, para que todos os pediatras dos Estados Unidos aconselhem suas pacientes sobre métodos contraceptivos de emergência e, se possível, prescrevam pílulas do dia seguinte para meninas com idade inferior a 17 anos.

 

A lei federal americana proíbe a venda dessas pílulas para menores que não tenham indicação médica para usá-las e por isso ter a receita em mãos pode ajudar as adolescentes a buscar métodos contraceptivos de emergência mais rapidamente. Do contrário, deverão consultar um médico e só então conseguir autorização, o que pode ser tarde demais.

 

Susan Wood, ex-comissária-assistente para a saúde da mulher na Administração de Medicamentos e Alimentos (FDA, na sigla em inglês), órgão que regula produtos destes ramos nos EUA, considerou a decisão "significativa" e disse que "não é raro ver organizações médicas alertarem que seus pacientes ficariam melhor sem o envolvimento de seus médicos" em algumas situações.

 

É difícil prever se os médicos vão seguir as orientações, mas a APP se mostra confiante. "Esperamos que os pediatras leiam o boletim e sigam as recomendações. A Academia se orgulha de ter membros leais", disse Cora Breuner, pediatra do Hospital Pediátrico de Seattle.

 

O uso de métodos contraceptivos de emergência tem sido um dos assuntos mais debatidos na área da saúde pública dos Estados Unidos nas últimas décadas. Em 2005, a FDA não autorizou a venda da Plan B, uma pílula do dia seguinte no balcão das drogarias. Em dezembro do ano passado, a decisão foi revertida e a venda foi liberada. Mas a secretária de Serviçs de Saúde, Kathleen Sebelius, revogou a ordem e desde então a venda para adolescentes com menos de 17 anos é feita somente mediante apresentação de receita médica.

 

Com a política, todas as mulheres precisam provar suas idades antes de comprar o medicamento. Além disso, as adolescentes "enfrentam barreiras significantes se, por exemplo, precisarem de um contraceptivo de emergência à meia-noite de um sábado", disse Susan, que deixou a FDA na ocasião da proibição da venda desses remédios para menores.

 

Nos Estados Unidos, as pílulas do dia seguinte custam entre US$ 10 e US$ 80 e podem ser tomadas até 120 horas depois da relação sexual para evitar a gravidez, embora sejam mais efetivas se tomadas nas primeiras 24 horas. Elas funcionam ao prevenir a ovulação, não ao paralisar a implantação de um óvulo fertilizado. "Não são abortivas", explica Susan. 

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