Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Médicos do Exército vão ajudar Prefeitura no combate à dengue

Em entrevista à 'Rádio Estadão', Haddad disse que 10 profissionais de saúde reforçarão equipe que atuará em bairros mais violentos

Felipe Resk e Juliana Diógenes, O Estado de S. Paulo

22 Abril 2015 | 09h56

Atualizada às 7h51 do dia 23/4
SÃO PAULO - A Prefeitura de São Paulo vai receber ajuda de dez médicos do Exército para combater a dengue na capital a partir desta quinta-feira, 23. A informação foi confirmada pelo prefeito Fernando Haddad (PT), em entrevista à Rádio Estadão, na manhã desta quarta, 22. Os profissionais vão atuar em duas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) na zona norte, ainda não informadas pela Prefeitura. Inicialmente, o apoio dos médicos ocorrerá por 30 dias.
Segundo o coronel Ricardo Piai Carmona, do Comando Militar do Sudeste, entre esta quinta e sexta, durante período de adequação e definição sobre quais unidades de saúde receberão os médicos, dois profissionais seguirão para a Assistência Médica Ambulatorial (AMA) Jardim Joamar, em Tremembé, zona norte. 
“A ideia é poder atuar a partir de segunda-feira (dia 27), quando os médicos vão ficar o dia inteiro no posto”, explicou Carmona. De acordo com o coronel, amanhã serão definidas as unidades de saúde para onde vão os dez médicos, além dos bairros que deverão receber visitas dos 50 soldados do Exército que ajudarão os agentes de vigilância sanitária.
O apoio dos militares começa nesta quinta. Vinte e cinco homens de manhã e 25 à tarde vão a campo no Limão, zona norte, bairro com a segunda maior incidência da doença na capital (294,6 casos por 100 mil habitantes).

A dupla soldado e agente visitará, em média, 25 casas por dia. Os militares, que estarão desarmados, foram treinados nesta quarta para identificar o foco e orientar a população sobre como evitar a proliferação do mosquito. A principal atuação do Exército será em bairros com maiores índices de violência, onde há resistência dos moradores em abrir a porta para os agentes. Segundo o secretário-adjunto de Saúde, Paulo Puccini, o índice de recusa chega a 20% das residências visitadas.
“A capital está totalmente cercada de epidemias. Há epidemia em Campinas, Sorocaba, em Santos. Aqui não estamos em uma situação epidêmica, mas estamos lutando contra o tempo para evitar que chegue à capital”, disse Haddad. “Não sabemos se daqui a duas semanas estaremos nessa condição.”
Tendas. A Prefeitura pediu 15 barracas do Exército para fazer atendimentos de urgência e emergência à população, sem especificar as regiões que receberão o reforço. “Essas 15 unidades estão oferecidas, mas a Prefeitura ainda não solicitou o emprego delas”, afirmou o coronel Carmona. 
Atualmente, a cidade dispõe de sete tendas da Prefeitura para o atendimento a pacientes com dengue. A estimativa do Município é aumentar esse número para nove, considerando que o período crítico da doença ainda deve durar um mês. Dados mais recentes do Ministério da Saúde indicam que São Paulo registra 12 casos de dengue por hora. No primeiro trimestre de 2015, a cidade atingiu o triplo de casos do ano passado: 8.063, ante 3.183 no mesmo período de 2014.

Ouça a entrevista do prefeito Fernando Haddad à 'Rádio Estadão'

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