Médicos do SUS mobilizam-se para exigir um PAC da Saúde

Profissionais protestam para exigir mais verbas e melhores condições de trabalho em todo o País

21 de novembro de 2007 | 19h23

Na manhã desta quarta-feira, 21, representantes das entidades médicas nacionais e paulistas se reuniram na sede da Associação Médica Brasileira (AMB), na capital paulista, para anunciar como será articulado o movimento de protesto em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), organizado pela Comissão Nacional Pró-SUS.   Trata-se de uma ação para chamar atenção do governo e também da sociedade para a situação "caótica" do SUS. As entidades esperam do governo um Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Saúde.    Segundo o coordenador da Comissão Nacional Pró-SUS, Geraldo Guedes, o intuito do protesto é também para mostrar à sociedade os problemas do SUS, decorrente do financiamento insuficiente, enfrentado tanto por médicos como por pacientes dentro do sistema público de saúde.    Ele explicou ainda que o movimento de protesto durará três meses e consiste em ações que podem durar de 30 minutos a duas horas (dependendo do tamanho da instituição), com atos públicos, atividades de sensibilização das três esferas de poder e reuniões com autoridades financeiras do País para discutir o subfinanciamento da Saúde.   "Não faremos um movimento total envolvendo todos os Estados. As comissões estaduais vão divulgar regularmente boletins parciais com os passos a serem dados na semana", disse Guedes.     "Nossa data-limite é 5 de março. Até lá, vamos negociando com o governo e fazendo os protestos, mas se não tivermos garantido em 90 dias o PAC da Saúde, tomaremos atitudes mais drásticas", afirmou o coordenador da Comissão Pró-SUS.        Pelo Brasil    Em Curitiba, foi feito um apelo apelo para que pelo menos 50% do volume arrecadado com a CPMF seja investido no setor. "Se existem recursos para a Copa do Mundo e para o Panamericano, o dinheiro da saúde também tem que aparecer", disse o presidente da Associação Médica do Paraná (AMP), José Fernando Macedo.   Ele não descarta que uma paralisação possa ocorrer depois do carnaval, caso não haja alteração no repasse para SUS.   No Recife, um formulário a ser preenchido por médicos de emergência em caso de falta de condições de atendimento, com solicitação de remoção do paciente, será utilizado a partir de agora como forma de cobrança.   O formulário, informando nome e estado do paciente e o que falta para seu atendimento, será enviado imediatamente ao Ministério Público estadual - ou juiz de plantão - a quem caberá definir para onde o paciente deve ser transferido.   A distribuição do formulário nas emergências de três grandes hospitais públicos foi uma das atividades de médicos pernambucanos no Dia Nacional de Protesto da categoria.   Em Belo Horizonte, os médicos da rede estadual, que estão em campanha salarial, fizeram paralisação. Os atendimentos de urgência e emergência não foram afetados.   Segundo o Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG), houve paralisação parcial em quatro importantes unidades hospitalares da capital mineira.   A Fundação Hospitalar do Estado (Fhemig), no entanto, informou que a adesão ao movimento foi considerada "fraquíssima". Não havia informações sobre paralisação no interior.   Em Salvador, os médicos organizaram um grande café da manhã na Faculdade de Medicina da Bahia do Terreiro de Jesus para marcar a data. No encontro, além de representantes das entidades médicas no Estado, estava o secretário de Saúde da Bahia, Jorge Solla.

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