FILIPE ARAUJO/AE
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Médicos do SUS promovem passeata em São Paulo

Profissionais que atendem a rede pública reclamam das condições de trabalho, da baixa remuneração

Solange Spigliatti, estadão.com.br

25 de outubro de 2011 | 11h31

SÃO PAULO - Cerca de 100 médicos que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em São Paulo participaram de uma passeata no fim da manhã desta terça-feira, 25, como parte das manifestações da categoria contra a baixa remuneração e as más condições de trabalho. O grupo saiu em passeata por volta das 12 horas da Avenida Brigadeiro Luís Antônio em direção à Câmara Municipal de São Paulo, no Centro da capital paulista, onde denunciaram a situação dos médicos. 

 

Outro alvo da mobilização em São Paulo será o Projeto de Lei do Executivo, que tramita na Câmara Municipal, que prevê a contratação de médicos sem concurso, de forma temporária, com instituição de jornada semanal de 12 horas e flexibilização da jornada de 20 horas. 

 

Paraná. Em Curitiba os médicos realizam ato público na Boca Maldita, no centro da cidade. Estão sendo distribuídos à população panfletos sobre a precariedade da saúde pública. "Paralisar nossas atividades iria prejudicar aquele pelo qual estamos lutando na tentativa de melhorar a situação, que é o próprio paciente", justificou o presidente do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), Carlos Roberto Rocha, ressaltando que a categoria defende a melhoria no atendimento no SUS. Para isso, segundo o presidente, é necessário melhorar a gestão e aumentar os investimentos da rede pública de saúde. No Paraná, pouco mais da metade dos cerca de 19 mil médicos do estado atendem no SUS.

 

 

O movimento - coordenado pela Comissão Pró-SUS, composta por representantes do Conselho Federal de Medicina (CFM), da Associação Médica Brasileira (AMB) e da Federação Nacional dos Médicos (Fenam) - quer chamar a atenção das autoridades e da população para os problemas que afetam o setor e que comprometem a qualidade do atendimento oferecido. A previsão é que se tenha a adesão de pelo menos metade dos 195 mil médicos que trabalham no SUS, em 21 Estados.

 

 

Com Agência Brasil

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