Médicos dos EUA pedem moratória em propaganda de remédios

Depois de debater durante anos se apoiaria ou não a proibição das propagandas de medicamentos que precisam de receita, a Associação Médica Americana (AMA) decidiu hoje por uma abordagem mais suave, dizendo que as novas drogas não devem ser anunciadas antes que os médicos aprendam sobre elas. A abordagem de moratória, adotada pelo maior grupo de médicos do país, está alinhada aos padrões que a indústria farmacêutica adotou no ano passado, quando pediu que os médicos fossem instruídos sobre os produtos antes que as campanhas publicitárias comecem. Contudo, esses padrões são apenas voluntários, e as empresas podem decidir não adotá-los. "O tempo necessário para isso vai variar de medicamento para medicamento, e as empresas provavelmente chegarão a esse objetivo de maneiras diferentes", disse Ken Johnson, vice-presidente da organização Indústrias e Pesquisa Farmacêutica da América. A nova política também diz que os anúncios de remédio que têm o consumidor (e não o médico) como público-alvo não devem usar atores para interpretar médicos promovendo um produto específico, "pois essa interpretação pode ser ilusória e enganosa". Ela também diz que os anúncios deveriam avisar quando os médicos reais são pagos para aparecer no comercial.

Agencia Estado,

14 de junho de 2006 | 16h30

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