Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Médicos e professores da Santa Casa fazem ato pela saída de provedor

Kalil Rocha Abdalla está de licença e pode retomar atividades neste mês; manifestação será às 9h, em frente à provedoria do hospital

Paula Felix, O Estado de S. Paulo

01 Abril 2015 | 07h00

SÃO PAULO - Médicos e professores da Santa Casa de Misericórdia, localizada na região central da capital, vão fazer um ato na manhã desta quarta-feira, 1º, em frente à provedoria do hospital. Entre as reivindicações está a saída do provedor da unidade Kalil Rocha Abdalla, que está de licença e pode retomar suas atividades neste mês. O ato será às 9 horas.

Um documento com as exigências dos profissionais será entregue ao provedor em exercício Ruy Altenfelder. O Movimento Santa Casa Viva pede a quitação de dívidas trabalhistas - profissionais não receberam o 13º salário e alguns médicos aguardam o pagamento dos vencimentos de novembro do ano passado.

"Entendemos que a gestão dele colocou a Santa Casa em um processo de insolvência, logo, ele não pode continuar o provedor.  Outra reivindicação é a participação dos médicos no conselho gestor", disse um médico da unidade que preferiu não se identificar.

Segundo o profissional, a categoria não pretende fazer greve. "As nossas exigências não envolvem dinheiro, pois estamos com os salários e o 13º atrasados. Não queremos entrar em greve, porque isso prejudicaria a Santa Casa, os pacientes e os médicos. A greve não traz benefício nenhum."

A Santa Casa teve um agravamento de sua crise financeira em julho do ano passado, quando a Provedoria da instituição fechou o Pronto-Socorro do Hospital Central por 30 horas, alegando falta de verba para a compra de materiais e medicamentos. A dívida do hospital supera R$ 400 milhões.

Mais conteúdo sobre:
São Paulo Santa Casa de Misericórdia

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.