Elza Fiúza/Agência Brasil
Elza Fiúza/Agência Brasil

Médicos entregam a Temporão propostas para o futuro da área de saúde

Entre as exigências, estão regulamentação da Emenda 29 e melhor condição de trabalho e salário

Agência Brasil

26 Outubro 2010 | 18h20

BRASÍLIA - Representantes da Associação Médica Brasileira, do Conselho Federal de Medicina, da Federação Nacional dos Médicos, dos conselhos regionais de Medicina, de associações médicas estaduais e sindicatos de médicos entregaram nesta terça-feira, 26, um documento ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e às lideranças partidárias no Congresso com reivindicações do setor.

Entre as exigências, estão a imediata regulamentação da Emenda 29, que fixa os percentuais de gastos com saúde, mais condições de trabalho e remuneração adequadas.

Às 10h, eles se concentraram no Ministério da Saúde para a entrega do documento. Depois, saíram em caminhada até o Congresso Nacional. Às 11h, estava programada entrega do texto a lideranças partidárias.

Na sequência, seguiram para a sede da Associação Médica de Brasília e, então, foi promovida uma reunião geral com as direções e o presidente das entidades nacionais.

Segundo o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto Luiz D'Avilla, um levantamento feito pelas entidades médicas diagnosticou um grave quadro na área de financiamento da saúde pública.

“Nós estamos muito preocupados com a falta de financiamento adequado. O SUS [Sistema Único de Saúde] não vai se tornar um SUS de verdade, o SUS que nós sonhamos, se não tiver um financiamento. E nós entendemos que a forma de financiamento mais adequada é a regulamentação da Emenda 29”, afirmou.

A regulamentação da Emenda 29, que deverá ser votada na Câmara dos Deputados, define percentuais que devem ser destinados à saúde pela União, pelos Estados e municípios. Para o presidente do CFM, seria necessário investir de 8% a 12% do Produto Interno Bruto (PIB) na saúde.

Outra questão apontada por D'Avilla é a necessidade de se ter uma carreira pública de médico, o que valorizaria o profissional que trabalha no SUS. “É preciso uma carreira de médico do Estado, seja para trabalhar no Programa Saúde da Família, seja nos hospitais próprios do SUS. É necessária uma carreira com progressão funcional, com valorização profissional”, disse.

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