Médicos fazem passeatas no Centro de São Paulo

Entre as principais reivindicações estão o reajuste dos honorários e a regularização dos contratos com as operadoras de planos de saúde

Solange Spigliatti, Central de Notícias

07 Abril 2011 | 11h57

SÃO PAULO - No Dia Mundial de Saúde, cerca de 160 mil médicos credenciados de todo o país prepararam um protesto, organizado pela fundação Nacional de Médicos, Conselho Federal de Medicina e Associação Médica Brasileira, com a suspensão dos atendimentos de consultas de planos de saúde durante esta quinta-feira, 7.

 

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Entre as principais reivindicações estão o reajuste dos honorários médicos, a regularização dos contratos conforme a Resolução 71/2004, da Agência Nacional de Saúde Suplementar, a aprovação de projeto de lei que contemple a relação entre médicos e planos de saúde e a melhoria da qualidade dos serviços prestados aos usuários de planos de saúde, bem como o fim da interferência das operadoras no trabalho médico.

 

Em São Paulo, centenas de médicos promoveram passeatas no Centro da cidade e na Avenida Paulista. De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), um dos grupos ocupava uma faixa da via, perto do Museu de Arte de São Paulo. Outro grupo saiu da Rua Francisca Miquelina em direção à Praça da Sé, ponto de encontro dos manifestantes.

 

Apoio. A Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) apoia à paralisação de 24 horas dos médicos de todo o País. De acordo com o presidente da SBN, Dr. Jose Marcus Rotta, o honorário oferecido ao médico pela operadora de plano de saúde é baixo e desvaloriza a dignidade do profissional, o que acaba por comprometer o atendimento aos pacientes e a qualidade dos serviços de saúde prestados no País.

 

Os médicos que pretendiam aderir ao movimento garantiram que os pacientes com consultas marcadas para o dia 7 de abril seriam atendidos em nova data, a ser redefinida de acordo com a remarcação de consultas.

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