EFE/EPA/WU HONG
EFE/EPA/WU HONG

Médicos japoneses alertam sobre perigo de máscaras para crianças com menos de dois anos

Grupo fez apelo aos pais e afirma que proteção facial pode resultar em dificuldade de respiração, insolação e asfixia

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2020 | 09h58

Crianças com menos de dois anos não devem usar máscaras de proteção facial porque elas podem dificultar a respiração e aumentar o risco de asfixia. A afirmação é da Associação Pediátrica do Japão, que lança um apelo urgente aos pais no momento em que o país começa a retomar suas atividades após a crise do novo coronavírus.

Na segunda-feira, 25, o primeiro-ministro Shinzo Abe suspendeu o estado de emergência para Tóquio e outras quatro áreas próximas, depois que o número de infecções caiu em todo o Japão. Ainda assim, ele alertou que as medidas poderiam ser retomadas caso o vírus volte a se espalhar.

Para evitar a propagação do vírus, especialistas em saúde de todo o mundo recomendam que as pessoas usem máscaras quando o distanciamento social não puder ser evitado. Mas a Associação Pediátrica do Japão alertou os pais que elas são muito arriscadas para bebês.

"As máscaras podem dificultar a respiração porque os bebês têm passagens aéreas estreitas", o que aumenta a carga no coração, disse a associação, acrescentando que as elas também aumentam o risco de insolação. "Vamos interromper o uso de máscaras para crianças menores de 2 anos", afirma um aviso no site da entidade.

O grupo relata que, até o momento, foram muito poucos os casos graves de coronavírus entre crianças e que a maioria delas foi infectada por membros da própria família, quase sem surtos em escolas ou creches.

O Centro para Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos e a Academia Americana de Pediatria também já emitiram notas similares, afirmando que crianças com menos de dois anos de idade não devem usar coberturas faciais de pano. / REUTERS

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