Nilton Fukuda/AE
Nilton Fukuda/AE

Médicos paralisam atividades nesta terça contra corte no salário

Medida Provisória interfere na remuneração e desfigura a jornada de trabalho dos profissionais.

Solange Spigliatti - estadão.com.br

12 de junho de 2012 | 10h24

SÃO PAULO - Os médicos que atuam como servidores federais de todo País vão paralisar as atividades nesta terça-feira, 12, para protestar contra a medida provisória que interfere na remuneração e desfigura a jornada de trabalho dos profissionais, segundo a Federação Nacional dos Médicos (Fenam).

 

Representantes de ao menos 18 estados e o Distrito Federal devem participar da manifestação, segundo a federação. Os protestos serão organizados pelos sindicatos de cada região contra a medida, que traz prejuízos aos atuais servidores e aos aposentados, segundo o órgão.

 

Os médicos paulistas farão grande manifestação em frente à Unifesp, na Vila Mariana, na zona sul da cidade, às 9 horas. Durante o ato, será realizada uma assembleia para decidir sobre uma possível paralisação. Durante a manifestação, serão soltos 5 mil balões negros em sinal de luto contra a tentativa de prejuízos aos atuais servidores e aos aposentados.

 

Na Paraíba, médicos farão uma caminhada e um ato público contra a MP 568. Os estados da Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Sergipe também já confirmaram protestos para o dia, informou o órgão.

 

Segundo a Fenam, médicos que têm hoje uma jornada de 20 horas semanais no serviço público ao ingressarem na carreira teriam que cumprir 40 horas semanais pelo mesmo valor, ou seja, uma redução de 50% na remuneração. Segundo estimativa da Fenam, em todo Brasil, 42 mil médicos ativos e inativos do Ministério da Saúde serão atingidos, além de sete mil do Ministério da Educação.

 

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