Médicos renomados são condenados por conspiração no Irã

Especialistas em aids foram condenados a seis e três anos de prisão por participação em conspiração dos EUA

AP,

22 de janeiro de 2009 | 17h03

O Irã sentenciou dois médicos especialistas em aids de renome internacional a seis e três anos de prisão, por suposta participação em uma conspiração norte-americana para derrubar o regime islâmico iraniano, disse o advogado dos profissionais nesta quinta-feira, 22.  O advogado, Masoud Shafii, disse que as autoridades os notificaram esta semana das sentenças atribuídas aos dois médicos, Arash e Kamyar Alaei, que são irmãos e foram condenados no fim de semana. Shafii disse que irá apelar da decisão.  A acusação contra os médicos levantou um apelo entre grupos de direitos humanos e críticos do mundo todo, que disseram que o caso foi a mais recente ação do governo linha-dura do presidente Mahmoud Ahmadinejad para reprimir os iranianos com contatos com o ocidente e, depois, acusá-los de serem ferramentas para derrubar o regime.  Os irmãos tinham uma clínica em Teerã para o tratamento de HIV/aids e programas de prevenção por todo o país, focados principalmente em grupos de risco como prostitutas e usuários de drogas. Eles também viajavam frequentemente para conferências internacionais sobre aids e Kamyar Alaei tinha um doutorado na escola SUNY Albany School, em Nova York.  As acusações contra Alaeis são similares àquelas que o Irã fez contra quatro iranianos-americanos em 2007, incluindo a acadêmica Haleh Esfandiari. Os quatro foram presos ou tiveram seus passaportes confiscados por diversos meses até que puderam voltar aos Estados Unidos. Todos negam as acusações.  O julgamento dos irmãos em 31 de dezembro foi realizado em sigilo e Shafii disse que o juiz somente revelou o veredicto nesta quinta-feira, 22. Duas outras pessoas foram sentenciadas com os médicos, mas suas identidades não foram reveladas.  Os Alaeis foram condenados por uma lei iraniana que estipula que qualquer um que coopere com um governo estrangeiro "hostil" contra o Irã pode ser sentenciado a até 10 anos de prisão.

Tudo o que sabemos sobre:
saúdemédicosIrã

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.