Médicos residentes fazem proposta de reajuste parcelado para encerrar greve

Profissionais estão dispostos a aceitar aumento imediato de 28,7% e mais 10% em setembro de 2011

Agência Brasil

26 de agosto de 2010 | 17h47

BRASÍLIA - A Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR) apresentou ao Ministério da Educação nesta quinta-feira, 26, uma proposta de reajuste da bolsa-auxílio de forma parcelada.

Para encerrar a greve, que dura nove dias, os profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) estão dispostos a aceitar o aumento imediato de 28,7% e mais 10% em setembro do ano que vem, o que totaliza a porcentagem de 38,7% exigida pela categoria. A sugestão foi aceita na última quarta-feira, por unanimidade, pelos membros da comissão de greve.

Na semana passada, a categoria rejeitou o reajuste de 20% oferecido pelo governo. Segundo o presidente da ANMR, Nívio Moreira Júnior, a nova proposta é um sinal de que a categoria está aberta a negociação e quer acabar com a paralisação.

“Agora depende do governo entender que o que nós estamos solicitando são os 23% que não foram dados na greve anterior. Hoje, seria um reajuste de 5%, se os 23% tivessem sido cumpridos antes. Faz três anos que o reajuste não foi dado”, explica.

Moreira Júnior acredita que a proposta pode ser votada em breve. “Acho que a gente vai ter um retorno do governo nesta quinta ou sexta”, calcula. No entanto, o MEC informou que não tem um prazo para tomar a decisão, já que precisa consultar os representantes do Ministério da Saúde.

Além do reajuste na bolsa-auxílio, de R$ 1.916,45 para R$ 2.658,11, a categoria reivindica extensão do auxílio-moradia e do auxílio-alimentação para todo o território nacional - benefícios concedidos somente em Brasília -, aumento da licença-maternidade de 4 para 6 meses, adicional por insalubridade e décimo terceiro salário.

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