Médicos residentes poderão aceitar 22% de reajuste para encerrar greve

Segundo presidente da associação da categoria, ao menos 14 Estados aceitam fim da paralisação

Agência Brasil

14 Setembro 2010 | 17h15

BRASÍLIA - Os médicos residentes dos hospitais públicos do País, que estão em greve desde o dia 17 de agosto, receberam ao final da manhã desta terça-feira, 14, uma sinalização do Ministério da Educação (MEC) de que terão a bolsa-auxílio reajustada em 22% se encerrarem o movimento.

Neste momento, segundo o presidente da Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR), Nívio Moreira Júnior, pelo menos 14 Estados concordam com o fim da paralisação mediante o reajuste de 22%, que "corresponde mais ou menos à inflação dos últimos quatro anos". Os dias parados vão ser discutidos com o MEC, mas em outra ocasião, de acordo com o presidente.

A categoria pede correção de 38,7% sobre o que vem recebendo (R$ 1.916,45), valor que teve o último aumento no final de 2006, depois de outra paralisação.

Moreira Júnior, informou, após reunião com a secretária de Educação Superior do MEC, Maria Paula Dallari, que recebeu "sinalização de que o porcentual será aceito" e, assim, os residentes encerrarão a greve.

O presidente da ANMR vai encaminhar ainda nesta terça um documento à secretaria, com o compromisso de aceitação após consultar os médicos residentes nos Estados.

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