Melhorar gestão é meta para sistema de saúde

Relação entre SUS e saúde suplementar precisa de ajustes; Judicialização traz risco ao setor e envelhecimento preocupa especialistas

O Estado de S. Paulo

17 Julho 2014 | 13h58

SÃO PAULO - O terceiro debate dos Fóruns Estadão Brasil 2018 foi dedicado à saúde. Realizado na manhã da quarta-feira passada na sede do Insper, parceiro educacional do projeto, reuniu especialistas dos setores público e privado para discutir alternativas para uma área que responde por 9% do Produto Interno Bruto brasileiro e reúne um rosário de queixas de pacientes, médicos, seguradoras, operadoras de planos de saúde e áreas do governo. A mais complexa diz respeito à maneira como o Sistema Único de Saúde e a área de saúde suplementar se relacionam.

“Houve muitos avanços nos últimos 25 anos, desde o início do SUS”, afirmou Naercio Menezes Filho, do Centro de Políticas Públicas do Insper e moderador da primeira mesa, que tratou do sistema público. “O atendimento melhorou e registrou-se queda na mortalidade infantil. Porém ainda há problemas a serem resolvidos.”

Entre as questões levantadas pelos debatedores estavam a necessidade de ampliar a eficiência dos gastos, reduzir a falta de médicos no setor público, resolver as filas de exames e equacionar a questão demográfica, em especial o envelhecimento da população, que demanda tratamentos mais custosos e diferenciados. “Temos de construir modelos assistenciais horizontais, que não atendam só episódios, mas o paciente ao longo de toda a vida”, afirma Gonzalo Vecina Neto, do Hospital Sírio-Libanês e da Faculdade de Saúde Pública da USP. “Precisamos construir uma vontade social para que isso ocorra, devemos ampliar o debate.”Melhorar gestão é meta para sistema de saúde

 

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