Reuters
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Memória e raciocínio começam a diminuir perto dos 40

Novo estudo mostra que declínio acontece muito antes do que se acreditava

Efe,

06 de janeiro de 2012 | 08h35

 Memória e raciocínio parecem começar a diminuir perto dos quarenta anos, muito antes do estimado até agora, segundo um estudo publicado nesta sexta-feira, 6, na revista médica britânica British Medical Journal.

Até agora, acreditava-se que a perda ou diminuição das faculdades mentais começava aos 60 anos, mas a nova pesquisa situa essa deterioração muito antes.

A análise dos dados foi conduzida por especialistas do Centro de Investigação em Epidemiologia e Saúde da População de França e da University College de Londres, que estudaram a saúde mental de mais de sete mil pessoas em um período de dez anos.

O estudo foi focado em funcionários públicos do Reino Unido, com idades entre 45 e 70 anos no início da investigação, que foi realizada entre os anos de 1997 e 2007 e levou em conta os diferentes níveis educacionais dos voluntários.

As funções cognitivas foram avaliadas três vezes ao longo do período, a fim de avaliar a memória, o vocabulário, a audição e a compreensão. Entre as tarefas solicitadas, estavam escrever o maior número de palavras que pudessem lembrar começando com a letra S e a maior quantidade de nomes de animais.

Todas as pontuações cognitivas, com exceção do vocabulário, começaram a diminuir em todos os grupos de idades estudados e os autores puderam detectar que a queda foi mais rápida entre os mais velhos.

"A expectativa de vida continua aumentando e entender o envelhecimento cognitivo será um dos grandes desafios deste século", concluem os autores.

Os especialistas também destacaram a importância de levar uma vida saudável, já que isso traz benefícios a longo prazo. "Existe um consenso de que aquilo que é bom para o coração, também é para a cabeça", dizem.

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