Menina é internada na UTI após tomar 2ª dose de vacina do HPV em SP

Garota apresentou dor e fraqueza nas pernas e dificuldade para respirar, mesmos sintomas de em meninas vacinadas em Bertioga

Fabiana Cambricoli, O Estado de S. Paulo

03 Outubro 2014 | 18h14

Atualizada às 21h43

SÃO PAULO - Uma menina de 11 anos está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal do Tatuapé, na zona leste de São Paulo, desde a última quarta-feira, 1º, cerca de duas semanas após tomar a segunda dose da vacina contra o HPV.

Vacinada na escola onde estuda no dia 16 de setembro, a garota apresentou dor e fraqueza nas pernas e dificuldade para respirar, mesmos sintomas observados em um grupo de garotas vacinadas em Bertioga, no litoral do Estado.

A Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa), órgão da Secretaria Municipal da Saúde, investiga se os sintomas manifestados pela menina têm relação com a vacina. Ainda não há comprovação de que o produto tenha provocado tal reação. A garota, que não teve o nome revelado, está internada em estado grave, porém estável.

A Covisa enviou uma equipe técnica para o hospital e para a casa da garota para colher informações e apurar o caso. A Secretaria Municipal da Saúde informou que não é possível fazer a relação direta da vacina com a reação porque mais de 82 mil meninas já tomaram a segunda dose da vacina na capital paulista desde 1º de setembro e esse é o primeiro caso do tipo registrado no município.

O número de adolescentes vacinadas representa 32,4% do total do público-alvo. A meta é imunizar 80% das garotas da faixa etária entre 11 e 13 anos.

Bertioga. Três das adolescentes que passaram mal após tomar a vacina em Bertioga tiveram de ser internadas. Exames neurológicos feitos nas garotas, que têm entre 12 e 13 anos, descartaram a hipótese de paralisia. O Ministério da Saúde afirmou, na época, que as meninas podem ter sofrido uma síndrome de estresse pós-injeção, de fundo psicológico.

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